domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ser Um Corvinal

As Quatro Casas de Hogwarts e Minhas Respectivas Opiniões Sobre Elas




"Quem sabe será a velha e sábia Corvinal; A Casa dos que tem a mente sempre alerta; Onde os homens de grande espírito e saber sempre encontrarão companheiros seus iguais."


Sim, eu penso sobre qual casa cada individuo que conheço faria parte. Depois de alguns dias pensando entre Lufa-Lufa e Corvinal, decidi que minha querida águia era quem mais se encaixava com minha personalidade. Apesar deste fato, Hufflepuff continua sendo minha casa favorita, como as pessoas que a ela pertencem

Corvinal (Ravenclaw): Esta é, obviamente, a casa sobre a qual eu mais sei. Ela foi fundada por Rowena Ravenclaw, que presava, a cima de tudo, a qualidade mental de seus membros. Suas cores são o azul e o bronze, que, nos filmes, foram substituídas por azul e prata.
Os Corvinos são algumas das pessoas mais criativas, divertidas e inteligentes de todo o planeta, mas, além da inteligência, a esperteza também faz parte dos tributos de seus membros.
Nosso símbolo é uma águia. Águias são animais muito espertos e observadores, qualidades que garantem suas presas.
A Corvinal, como minha casa, me faz gostar muitíssimo de seus membros. Existem muitos Corvinos por aí, com os quais eu gostaria de conversar durante cada momento de meu dia. Minha Corvina favorita, em toda a série, é Luna Lovegood. Luna é muito inteligente, e isso a permite usar o que quiser, e fazer o que quiser, sem se importar com a opinião dos demais. Uma qualidade que eu preso muito.

Sonserina (Slytherin): Os Slytherins, como eu costumo chamar, são, muitas vezes, classificados como mesquinhos... Eu não acho que eles são mesquinhos por orgulharem-se de sua raça. Certos Sonserinos são realmente insuportáveis, mas não devemos generalizar.
Slytherins podem ser mal compreendidos por fazerem coisas terríveis para alcançarem seus objetivos, mas nem todos eles são tão odiosamente ambiciosos. Sonserinos são bem legais comigo, geralmente.
As cores da Sonserina são o verde e o prata, que permaneceram inalteradas durante a produção dos filmes. Seu animal representante é a cobra, muito perspicaz e rasteira durante a captura de suas presas.
Meu Sonserino favorito é, sem dúvidas, Severo Snape. Snape prova que nem todos os membros desta casa usam sua ambição para o mal, e ele é, também, um de meus personagens favoritos em toda a saga Harry Potter.

Lufa-Lufa (Hufflepuff): Minha casa favorita para sempre 
Muitas pessoas consideram o fato de eu vangloriar a Lufa-Lufa estranho, já que eu pertenço a uma casa diferente ("Se você gosta tanto dela, então por que ainda não se tornou membro da mesma?")... O fato é que eu nunca conseguiria ser tão amável quanto os Lufanos. Os Lufanos são sempre tão simpáticos, adoráveis, acolhedores e maravilhosos que eu jamais que igualaria a eles.
A Lufa-Lufa foi fundada por Helga Hufflepuff, e seus membros destacam-se pela lealdade e amizade sem iguais. Ela é uma casa constantemente rebaixada, por não ser tão "ótima" assim quando os assuntos envolvem prêmios e competições, mas o que eu acho é que todos nós fazemos parte da magia.
Suas cores são o preto e o bronze, que foram alteradas para o preto e amarelo, no cinema. Seu animal representante é um texugo, que pode parecer pequeno quando calmo, mas que, quando incomodado, pode provocar um grande estrago em predadores gigantescos. 
Meus membros favoritos, nesta casa, são Profª Sprout, Tonks e o Frei Gorducho (que já tem um nome adorável).
Uma de minhas melhores amigas faz parte da Lufa-Lufa, e posso garantir que ela é, para mim, uma das melhores pessoas do mundo.
~pra você, Rha ♥ saudades~

Grifinória (Gryffindor): Confesso ser um tanto suspeita para falar sobre ela... Grifinória foi fundada por Godric Gryffindor, que era alguém que presava, a cima de tudo, a coragem.
Eu admito não gostar dos membros da Grifinória taaaanto assim, de acordo com a primeira impressão que transmitem. Alguns Grifinórios não se dão tão bem com os Sonserinos, mas eu acho que isso se deve ao fato de serem tão parecidos no quesito ambição, e tão distantes no quesito como conseguirei alcançá-la.
Suas cores são o vermelho e o dourado, e seu animal representante é o leão, que demonstra sua força, valentia e coragem.
Meus membros favoritos são Minerva McGonagall, Hermione Granger e Ron Weasley.
Apesar de não me dar muito bem com certos Grifinórios, a maioria dos meus amigos pertenceria a esta casa, e eu procuro conhecê-los antes de fazer qualquer julgamento precipitado, já que vários Gryffindors se provaram fiéis e incríveis, a meus olhos.
~dedicado, novamente à Lud, que é a Grifinória de meu coração, e ao Conrado, que não sabe sobre o quão Grifinório pode parecer às vezes~




sábado, 9 de fevereiro de 2013

Olhos De Botão

Resenha: Coraline, de Neil Gaiman

"Como é que, em algumas vezes, ao sermos afastados de algumas coisas, ficamos ainda mais próximos delas?"

Eu gosto muitíssimo de obras literárias juvenis, isto não é um segredo, e sinto-me orgulhosa por enxergar nelas coisas que, muitas vezes, os outro não vêem. Coisas que, eventualmente, me tornam alguém melhor.
Eu encontrei Coraline na biblioteca de minha escola (a partir deste momento passei a prestar mais atenção nas prateleiras de lá, eu confesso), e o li quando tinha 13/14 anos de idade. Eu sei que todas, ou a maioria das obras infanto-juvenis, possuem tópicos adultos em suas entrelinhas, basta prestar atenção. Coraline é algo bastante obscuro, olhando para sua classificação indicativa, e estes, como já citei, são meus livros favoritos.

Coraline Jones (e não Caroline Jones) é uma menina de aproximadamente nove anos de idade, que muda-se com seus pais a uma casa gigantesca e relativamente antiga, onde vivem também duas senhoras com seus diversos cães, e um velho quase-louco que treina seu circo de ratos. Numa noite tediosa, Coraline encontra uma porta secreta em meio às outras, que a leva para um mundo similar, mas muito melhor que o seu, onde todos possuem olhos de botão e uma simpatia suspeita. Porém, a garota descobre que há algo errado com seus pais alternativos e, ao lado de seu gato, busca por respostas sobre o possível sumiço de sua verdadeira família.
Coraline é uma personagem  muitíssimo curiosa, ela também possui um gosto que eu considero maravilhoso. Coraline faz parte de meus personagens favoritos (tanto a Coraline do livro, quanto a Coraline do filme, que são um pouco diferentes).

Coraline recebeu uma versão cinematográfica (um stop-motion!) em 2009, nomeada Coraline e o Mundo Secreto, que eu considero incrível. Eu achei que o filme não pareceu tão assustador quanto o livro parece aos olhos de uma criança, mas as canções são tão lindas que isto é algo que deve ser ignorado por olhos adultos. O filme não é algo que eu recomendo para adultos, mas o livro é algo incrível, engraçado, macabro e assustador à sua maneira, que todos devem ler.
Vale lembrar que Neil Gaiman escreveu outros romances, como por exemplo Stardust, que é algo maravilhoso e, assim como Coraline, vale à pena ser lido

Obs: Se você puder encontrar a versão mais antiga do livro (como a da imagem) ela possui ilustrações lindas, do próprio Neil, que também é um produtor de quadrinhos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Okay? Okay

Resenha: A Culpa é Das Estrelas, de John Green

"Você deveria ter sido a pessoa com quem eu passaria o dia de domingo, mas acabou sendo a de quem me despeço no sábado a noite."

Eu procuro fugir de livros que falam de câncer, mas estava consciente, quando o adquiri, de que este era um deles. Eu acompanhei seu processo de produção pelo canal de John, no YouTube. Sei das visitas aos hospitais e blá, blá, blá...
Duas coisas precisam estar claras por aqui, são elas: a) eu gosto do livro, em si; b) eu não gosto da personagem principal - no caso, Hazel Grace. Isso fez com que algumas partes da estória não fossem maravilhosamente aceitas por minha pessoa; c) não sou tolerante sobre o modo fantasioso como os pacientes de câncer são tratados nos livros/filmes de câncer.

A Culpa é Das Estrelas, ou, originalmente The Fault In Our Stars, conta a estória de Hazel, uma paciente com um câncer controlado, porém, terminal. Hazel leva uma vida monótona e entediante até o momento em que encontra Augustus Walters - um personagem extraordinariamente inteligente, e meu favorito -, que é um garoto com sua mesma faixa etária, já curado. Hazel e Augustus tem vários diálogos inteligentes sobre perdas e ganhos: coisas com as quais pacientes com câncer convivem diariamente.

John Green tem uma personalidade inteligente, e isso é refletido perceptivelmente em seus personagens. Algo que me chamou atenção foi o gigantesco número de metáforas usadas entre um parágrafo e outro. Augustus Walters coloca cigarros apagados entre os lábios, para ter a morte próxima, e não dar-lhe a chance de atingi-lo: isso foi algo que eu achei genial, no quesito metáforas.

Todas as resenhas que li até agora (que vieram de pessoas que provavelmente não sofreram câncer) foram positivas, mas para mim é quase impossível não notar coisas como o fato de que uma menina de baixíssima imunidade, exposta a tantas drogas altamente tóxicas e debilitantes, que por acaso usa um tubo de oxigênio nas narinas faz coisas como sexo! Pessoas com câncer não fazem esse tipo de coisa, caramba. Isso foi o que mais afetou minha leitura em geral, e este é um dos motivos pelo qual eu não consegui engolir A Culpa é Das Estrelas.
Não me interpretem mal. Eu gostei muito de todos os diálogos, e ri muito no momento em que Hazel se encontra com o autor de Uma Aflição Imperial, e tudo... É só que, como uma obra não-ficcional, eu achei a estória um tanto surreal, mesmo tentando muito não usar meu olhar crítico durante a leitura.

Eu o li duas vezes, pois pensei tê-lo visto da forma errada na primeira, mas não era verdade... Seus diálogos foram muito aproveitáveis em minha mente. O fim do livro foi o único ponto em que pensei na possibilidade de gostar de Hazel, pois é onde ela aceita a morte, e este é o objetivo do livro, no fim das contas.
Aguardo ansiosamente por uma adaptação nos cinemas em algum tempo (o que eu sei que acontecerá, pela própria qualidade do livro). Eu recomendo que você leia, mas, pelo amor de Deus, não use seu olhar crítico, ou terá a opinião de uma pessoa rabugenta (ou seja, como a minha), e eu posso lhe afirmar que esta não foi a intenção do autor. Ok? Ok. 

Obs: Esta sou eu, dizendo algo como "A Culpa é Das Estrelas não se tornou um de meus livros favoritos". As panteras são o resto da população do planeta.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Tartarugas

Resenha: A Última Música, de Nicholas Sparks

"Às vezes é preciso se afastar das pessoas que você ama, mas isso não quer dizer que você os ama menos, às vezes, você os ama ainda mais…"

Preciso dizer que nunca fui muito fã de Nickolas Sparks, e eu só resolvi ler A Última Música porque ele estava à venda no aeroporto, quando precisei ficar esperando por meu avião do meio-dia à meia-noite.
Eu já havia lido outros livros de Nickolas, como Querido John, Diário De Uma Paixão e P.S: Eu Te Amo (diz a lenda que os filmes são melhores, mas nunca os procurei); o fato é que, até aí, eu não vi mudanças entre as estórias, e este era - e continua sendo - um resumo que, para mim, vale para todos estes três: a) mocinhas de cidades pequenas; b) verão; c) praias; d) bad-boy; e) morte; 
Com A Última Música foi diferente.

Eu já havia assistido o filme (gostei muito dele, por sinal) portanto, já sabia, basicamente, o que me esperava. A base da estória, infelizmente, é muitíssimo parecida com a das outras. Ronnie é uma garota de aproximadamente 17 anos, que viaja para a casa do pai com o irmão mais novo. Há uma série de detalhes como:
Ronnie não toca mais piano, pois seu pai é um compositor e a abandonou com a mãe para ir à própria turnê - ela o odeia agora.
Apesar de parecer durona, Ronnie tem, sim, um lado sensível.
Ronnie adora tartarugas.
O pai de Ronnie se arrepende muito por tê-la abandonado, mas isso é algo que a garota nunca perdoou.
Então, quando chega na casa do pai, que é um homem incrível, ela está sendo uma completa estúpida com ele. Certo dia, ela o faz parar de tocar piano, pois não suporta o som do instrumento, e o pai constrói uma parede, para que a filha não precise vê-lo (este não é um pai muito paciente?).
Ronnie passa várias noites dormindo na praia, atrás da casa onde vive agora, para proteger um ninho de tartarugas, que pode ser, a qualquer momento, destruído por guaxinins. Ela conhece um garoto rico, também, chamado Will, e faz amizades (o que foi algo que ela não esperava, já que pensava que, fora de NY, não existiam pessoas legais).
A partir do momento em que Will entra na vida de Ronnie, ela se transforma completamente.

Eu confesso ter pensado coisas muito ruins sobre Ronnie no início do livro, mas, no decorrer da estória, o que descobri foi que ela é, na verdade, uma garota muito legal. O livro foi o que mais me tocou, não por seu romance, e muito menos pela sua estória quase-idêntica às outras de Nickolas, mas pela lição que me ensinou. O que eu aprendi com ele foi que, enquanto você gasta seu tempo sendo rude com as pessoas, apenas para tornar-se o que elas pensam que você é, você perde o melhor dos outros, de seus pensamentos, sentimentos, e, acima de tudo, de sua real personalidade.

Eu não acho que A Última Música foi algo revolucionário, mas o que eu vi nas entrelinhas, é algo que me ajuda e acompanha até hoje, mesmo depois de muito tempo. Eu li outras resenhas sobre este livro, e a maioria das pessoas pensou diferente, ("é só mais um na estante de livros"), na minha opinião, quando um livro se torna apenas mais um, você não soube lê-lo da forma correta. Não sei se foi a intenção de Sparks adicionar certas lições, como esta, mas foi algo que eu consegui enxergar.
O filme também é muito bonito e, embora eu ainda prefira o livro, acho que é algo que vale à pena ser assistido.
Destaque para sua capa lindíssima, e para a qualidade de seu papel, que é um dos melhores presentes em minha estante.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Fossos De Criatividade

Top 10, Meus Filmes Favoritos

"Ninguém percebe quando partimos. Quero dizer, o momento em que realmente escolhemos partir. Na melhor das hipóteses você pode sentir um sussurro ou uma onda de sussurros ondulando subitamente."

As Vantagens de Ser Invisível: eu já o citei outras duas vezes, porque é algo realmente bom. As Vantagens de Ser Invisível foi baseado na obra literária de Stephen Chbosky, The Perks Of a Being a Wallflower (que também é algo excelente). O autor deste livro também foi o escritor do roteiro do filme, portanto, foi uma das melhores adaptações que já assisti. Já ouvi pessoas dizerem que o filme é melhor, porque a narração infantil de Charlie não está presente, mas não foi o que eu achei, já que a inocência e ingenuidade fazem parte do personagem.

Alice no País Das Maravilhas, de Tim Burton: Tim Burton é o melhor diretor cinematográfico para sempre *faíscas*. Como uma adoradora de Alice, achei que  escolha de atores foi excelente, inclusive a escolha da própria Alice. Eu adorei o modo como ela é retratada depois de adulta, conversando com titias loucas, e correndo atrás de coelhos falantes, de olhos grandes. A cena da quase-batalha final foi tão maravilhosa quanto o restante, e algo que precisa ser confessado é que eu quase tive um surto quando Chapeleiro Depp foi condenado à morte pela Belatriz Rainha de Copas. Só quem viu este filme com um óculos 3D sabe como é ter a sensação de possuir o Gato de Cheshire a centímetros de seu nariz (o que eu, por sinal, adorei!).

Coraline e o Mundo Secreto: filmes infantis que já não são tão infantis quando analisados de perto são o meu gênero favorito. Esta foi uma adaptação do livro Coraline, de Neil Gaiman, mas eu não costumo tratá-los como iguais. O filme foi drasticamente alterado, assim como a aparência da própria Coraline (que eu admito ter gostado muito mais, comparando-a à Coraline do livro). Sua mãe de olhos de botão assusta as crianças, e me assustou também, a partir do momento em que começou a devorar besouros. Coraline é uma personagem muitíssimo corajosa, e isso me faz amá-la, assim como o filme, que é, sem dúvidas, um dos mais criativos do mundo.

Um Olhar do Paraíso: um dos poucos filmes adultos que estarão na lista. Eu o assisti na televisão, e, infelizmente, peguei-o na segunda parte. Ele conta sobre uma garota chamada Susie, brutalmente assassinada por um vizinho nem um pouco suspeito, que já havia cometido crimes mais terríveis. Susie encontra-se em um espaço perfeito, entre as trevas e o paraíso, e tenta livrar-se do ódio, para que consiga salvar seus familiares do luto. Durante este período, Susie passa a conhecer outras garotas, também assassinadas, que a ajudam superar o trauma. É um pouco confuso no início, mas o fim nos mostra algo muito bonito sobre perdão, o que foi algo que me ajudou diversas vezes até agora.
~parágrafo dedicado à minha melhor amiga, Ludmila, que também adora este filme ~

Enrolados: um dos filmes mais engraçados da Disney, sem sombra de dúvida! Esta é uma adaptação do conto Rapunzel, porém, algumas mudanças são bastante perceptíveis. Rapunzel foi sequestrada por uma bruxa má, que passou-se por sua mãe apenas para conseguir manter-se jovem através do poder vindo de seus longos (acredite no termo longos) cabelos dourados. Rapunzel decide sair da torre, guiada por Flinn, e a partir daí a estória segue. Algo que me chamou muita atenção, neste filme, foram as canções muito engraçadas e criativas, que são minhas partes favoritas.

Valente: sim, eu amo filmes da Disney. Posso dizer que este é, unicamente, uma questão de identificação. Merida é meu outro lado do espelho, e eu a adoro tanto... O filme, apesar de animado, ensina lições muito importantes, que são algo que eu, com certeza, levarei para a vida. As canções celtas também são maravilhosas (passei um tempo ouvindo Touch The Sky sem parar). Merida mostra à mãe que também pode ensinar, além de aprender. Eu acho que Merida seria a namorada perfeita para Soluço, de Como Treinar Seu Dragão, mas as melhores personagens, infelizmente, sempre terminam sem um namorado, o que é muito triste....

A Noiva Cadáver: eu o amo desde quando tinha dez anos de idade, que foi quando eu o assisti pela primeira vez, com uma amiga. Este lado obscuro dos filmes de Tim são tão encantadores, e as trilhas sonoras são sempre tão bonitas que me fazem fica apaixonada por qualquer uma de suas produções. Victoria é uma das personagens com quem as pessoas costumam me comparar (não descobri onde estão nossas semelhanças, mas é o que eu pretendo fazer, um dia). Eu acho que seria ótimo poder montar ossinhos de cachorros que já não estão mais aqui, e fazê-los de novo, como Emily fez com o cachorro de Victor. Seria ótimo.

O Labirinto do Fauno: este é, com certeza, um dos filmes mais tristes, trágicos e horríveis que já vi. Eu gostei muito dele, porque foi algo que
 mostrou-me a verdade sobre o que acontece com pessoas sonhadoras demais. Na maioria dos filmes, estas pessoas se dão bem, mas isto não é o que acontece realmente. O Labirinto Do Fauno é ótimo e levemente aterrorizante (eu precisei fechar os olhos em certos momentos, como durante as torturas aplicadas pelo general). É algo que, primeiramente, destruiu meus sonhos, mas, depois de algum tempo, foi como um alerta.

Harry Potter e As Relíquias da Morte, Parte I: foi difícil escolher um só, já que todos os filmes são incríveis adaptações dos livros. Algo que poucas pessoas sabem sobre mim, é que meu casal favorito em todo o planeta é Romione (formado por Rony e Hermione), e este é o filme que melhor mostra o amor existente entre os dois. Também foi o filme em que eu mais lamentei o final da saga, pois, enquanto eu o assistia, lembrava que o próximo seria o último *pausa para lamentar*.

À Espera de Um Milagre: definitivamente, um dos filmes mais bonitos que eu já vi. Ele me ensinou uma das mais importantes lições que se pode aprender, que é não julgar ninguém por sua aparência. Outra coisa foi que, apesar de os personagens estarem passando por um momento muito triste/ruim/terrível, todos eles conseguem ver a luz, e eu sempre quis ver o show do ratinho daquele francês (eu esqueci seu nome agora, mas ele era meu personagem favorito). É um filme que eu sempre recomendo, principalmente para aquelas pessoas que acham que estão passando por um momento difícil.





terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu Sinto o Infinito

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky

"Mas, principalmente, eu estava chorando, porque, de repente, tive consciência do fato de que eu estava de pé em um túnel, com o vento batendo no meu rosto. Não importava que eu visse a cidade. Nem mesmo que eu pensasse nisso. Porque eu estava de pé no túnel. E eu realmente estava ali. E foi o suficiente para que eu me sentisse infinito."

Eu jamais esperei que isso acontecesse, mas As Vantagens de Ser Invisível tornou-se um  de meus livros favoritos. Me arrependo muito por não tê-lo lido antes, para que pudesse assistir seu lançamento no cinema. Na verdade, o que aconteceu foi que eu, tragicamente, assisti o filme antes de ler o livro. Foi em dezembro de 2012, eu o assisti, e li o livro todo no dia seguinte. Não é um livro longo, o que me surpreendeu, porque ele trata de assuntos profundos muito detalhadamente. Pergunto a mim mesma se Stephen já foi (ou continua sendo) um wallflower
Algo que eu gostaria de destacar, é que o título original "The Perks Of a Being a Wallflower" transformou-se em "As Vantagens de Ser Invisível", o que é trágico, pois Wallflower não significa Invisível. Wallflowers são as pessoas que preferem observar ao invés de interagir com os demais indivíduos.

Charlie é um garoto de 15 anos de idade (ele faz 16 no decorrer da estória), que passou por um trauma muito grande após descobrir que seu melhor, e único amigo, suicidou-se, - este foi um dos motivos que o fizeram terminar em uma clínica psiquiátrica por algum tempo.
Charlie cursa o primeiro ano do ensino médio, e como um legítimo wallflower, não recebe um único pingo de atenção. Durante uma de suas aulas, ele conhece um veterano chamado Patrick, que reencontra num dos jogos de futebol da escola, com Sam. Patrick e Sam mostram a Charlie coisas boas, assim como ruins, Charlie envolve-se com drogas, assim como sente, finalmente, que pertence a algum lugar.
A estória se passa no início dos anos 90, e você verá algumas características específicas da época, se for um bom perceptor. Eu não acredito que o enredo poderia se passar nos dias atuais, talvez pelo modo como as escolas mudaram, ou pela maneira como as drogas eram tratadas antigamente. Já li resenhas de pessoas que pensam diferente.
O livro é contado através de cartas de Charlie, para alguém que pode ser seu leitor atual. Ele usa nomes fictícios também, para que todos mantenham-se longe de tentar desvendar sua identidade. 

Charlie, como eu já disse, é um de meus personagens favoritos. Ele é tão adorável, tão bom e tão cego sobre suas qualidades. Charlie é um personagem que eu poderia abraçar. Sam e Patrick também são amigos incríveis, justamente por conseguirem ver, através de tudo, quem o garoto é, realmente. Todas as pessoas gostariam de ter amigos como eles.
O livro foi publicado no fim dos anos 90, e o filme foi lançado no fim de 2012. Eu acho que o filme deve ser assistido após a leitura do livro. Eu gostei dos dois, mas o filme me fez chorar um pouco mais, talvez porque o choque da descoberta sobre o trauma foi como um soco na cara.

Eu não acho que você deve acreditar nas pessoas que tratam a estória como um livro/filme de adolescentes, porque ele não é. Eu penso, ao contrário disso, que a pessoa deve ter uma mente adiantada o suficiente para entender o que se passa de todos os ângulos. Pode ser um pouco mais forte e tocante para pessoas mais novas, porque, como cita Charlie, certas pessoas esquecem de como é ter 16, ao completarem 17 anos de idade. Mas, se você possui uma mente aberta e quer ter momentos tocantes (e nostálgicos, se já for um adulto), este é um livro que eu recomendo com todo o amor do mundo.


Obs: Se você não possuir um bom gosto musical, talvez este livro possa lhe ajudar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hogwarts é a Nossa Casa

Minha Experiência Com Harry Potter, de J.K. Rowling

"Hogwarts sempre estará lá para aqueles que precisarem dela."

Eu não lembro de quantos anos tinha, exatamente, quando recebi Harry Potter e a Pedra Filosofal de presente, ele foi entregue por uma de minhas madrinhas, e, devido à sua contra-capa descobri que esta edição é de 2001. O livro havia pertencido, anteriormente, a seus dois filhos, e ela me contou sobre Murta, e o garoto chamado Harry, que estava marcado com uma cicatriz em formato de raio na testa.
Eu fiquei empolgada para começar, mas era apenas uma criança que não sabia sobre marcadores. Eu o lia um pouco, e não lembrava nada sobre o local onde havia parado... Então, com pelo menos nove anos, fui corajosa o suficiente para lê-lo completamente, pela primeira vez. Eu demorei muito tempo, o que é uma besteira observando o número de páginas presentes. Eu era levada por minha tia a todos os lançamentos de Harry Potter, e isso me fez chorar quando notei o cartaz do último filme estampando uma fita de vídeo na locadora. Não haveriam outros lançamentos...

Com 13 anos de idade, iniciei a saga, e a li outras duas vezes desde então. Eu gosto de ler meus livros de novo e de novo, até lembrar de tudo sobre eles. Eu não entendia as pessoas que reblogavam coisas sobre o fim de Harry Potter, e nem os motivos que levaram minha Dashboard a ficar lotada de postagens como esta - o que, agora, como bruxa, entendo completamente.
Eu nunca conseguiria escrever uma resenha sobre isso, mas você deve saber que Harry Potter é uma das melhores sagas do universo. Eu me emociono falando disso porque, em um dia, eu estava vendo um filme sobre três crianças bruxas, que lutavam contra um lorde muito, muito mau; e no outro, tudo o que eu conseguia enxergar era uma Hogwarts que tornava-se um fosso de maldade, toda a inocência convertendo-se em trevas.
E eu via crianças crescendo comigo a cada dia, assim como podia me ver fazendo amigos que possuíam o mesmo amor louco por personagens fictícios, e passando por experiências incríveis, que não trocaria por nada no mundo. É tão estranho pensar em como isso terminou... Sem mais livros sendo lançados, ou cartazes no cinema, ou premieres...

Eu não entendia pessoas vestidas de magos ou comprando réplicas de varinhas, o que, agora, eu entendo e aceito maravilhosamente bem. A magia é algo que realmente altera sua visão, é algo que faz com que você veja que nem tudo é tão chato quanto parece. Você não será o mesmo ao avistar uma coruja, ou encontrar um graveto que se parece com um objeto mágico, ou ao ouvir a palavra "trouxa". São coisas que Harry Potter nos faz aprender. 

Eu quero que saiba que, se um dia, por acaso, você resolver abrir o primeiro livro de Harry Potter, isso é algo do qual irá lembrar-se para sempre. Você lembrará de Harry, Rony, Hermione, Hogwarts e Voldermort, e Dumbledore, e também Draco; e você evoluirá com eles, assim como sua visão geral do planeta, que irá livrar-se da névoa (se você leu Percy Jackson, você me entendeu). E você verá que, enquanto pessoas continuarem a repetir tudo isso, o tempo todo, Harry Potter continuará. Harry Potter não terminou e nem terminará por completo enquanto cada coração bruxo continuar batendo. E aqui está o meu