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domingo, 22 de junho de 2014

Tempos Difíceis Para Os Sonhadores

Resenha + Devaneios: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet

"Minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro! Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar esta chance, com o tempo seu coração se tornará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então vá em frente, pelo amor de Deus!"

Minha paixão pelo cinema Francês começa bem aqui. Você, por algum acaso, já notou como produções cinematográficas com roteiros bem pensados podem te fazer mudar de ideia? E será, então, que mudamos realmente de ideia ou só despertamos um sentimento que se mantinha (muito bem) escondido em nossos corações?

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain narra com uma delicadeza maravilhosa a história da jovem parisiense Amélie, que certo dia encontra uma pequena caixa escondida em seu banheiro. Ao abrir o pequeno achado, depara-se com o que foi o possível tesouro da criança que morou ali há pelo menos 40 anos, e decide encontrá-la. Estrategicamente devolve o antigo pertence a seu verdadeiro dono, que chora de emoção. Ali, quase que de uma hora para outra, Amélie passa a ver as pessoas de uma forma totalmente diferente, e passa a ajudá-las com pequenos - porém significativos - gestos. A moça sente falta, entretanto, de alguém que cuide de seu próprio coração.

Aviso não-muito-importante: Não sei se estou sendo justa ao escrever esta resenha, dado que a minha própria visão sobre pessoas tem mudado consideravelmente ao longo dos últimos meses... Aviso, então, que qualquer pensamento profundo, avoado ou insignificante NÃO é mera coincidência. Desde já, perdão por isso. xD

Acredito que todas as pessoas do mundo já passaram por uma situação parecida com esta. Se você não passou, eu sinceramente espero que passe logo!, mas é algo como pensar em algo insistentemente e receber uma prova concreta de que aquilo é real. A prova concreta pode vir de várias formas: através de uma canção, um livro, uma citação ou, neste caso um filme.
Acontece que sempre tive pensamentos um tanto semelhantes com relação às pessoas, mas ultimamente recebi diversas evidências que bateram direto no meu nariz e provaram que tudo aquilo poderia ser real. Estava sendo difícil admitir que meu sub-consciente sempre esteve certo, principalmente depois de algumas situações que envolvem relacionamentos de amor vs. ódio. Minha primeira prova concreta surgiu numa noite fria em que minha risada saía alta demais: ela tinha olhos brilhantes e usava uma blusa listrada. Minha prova me abraçou pela primeira vez, e foi aí que comecei a devanear incansavelmente sobre como TODOS deveriam ser conhecidos unicamente. E sobre paixões que vem e vão, e momentos que ficam na memória e nos fazem sentir saudades.
Apaixonei-me por pelo menos quatro pessoas diferentes depois que tentei seguir com isso, e cá estou eu dizendo-lhes que essa está sendo uma das experiências mais fantásticas pelas quais já passei durante toda a minha curta história de vida.

Como relacionar o parágrafo acima com o que estou tentando repassar-lhes sobre o filme, então...?
A coisa que mais gostei sobre Amélie é que o diretor teve o cuidado de tratar cada personagem como um ser único. Um bom exemplo disso é a narração sobre as coisas que cada um gosta, e também das que não gosta. Isso é uma ótima metáfora sobre: Trate as pessoas como seres únicos, também! Todos merecem atenção especial, e tem coisas para serem amadas sobre (cheguei à conclusão de que, às vezes, a coisa que nos faz amá-los é justamente o fato de serem tão detestáveis).
E a outra coisa que mais gostei é uma lição mais valiosa que diamantes: Nossos ossos "não são de vidro". Os altos e baixos da vida (mesmo que a segunda opção pareça aparecer com mais frequência por um determinado tempo - que por sua vez pode ser longo) servem como uma montanha russa de emoções que nos impedem de nos tornarmos pedras. A emoção de estar apaixonado por determinado período vale todas (e eu disse todas) as lágrimas derramadas pelo mesmo motivo. E isso acontecerá tantas vezes de maneiras diferentes que se torna inútil tentar controlar qualquer sentimento proveniente.
Nunca será igual, e é por isso que todo o término dói como se fosse o primeiro, e todas as vezes em que nos apaixonamos parece A Vez. Mas se lhes serve de consolo, lá fora há um universo gigantesco, repleto de criaturas fascinantes e diversas a seu próprio modo, para explorar.

Permita-se procurar. Deixar-se machucar. Chorar. Se apaixonar. Há um novo horizonte para todos que ousam seguir em frente...

PS: A trilha sonora do filme me faz imaginar pequenas vilas francesas repletas de pessoinhas baixas e interessantes. Passei mais tempo do que deveria observando o céu repleto de estrelas ouvindo-a na universidade.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Minha Mãe Sempre Dizia...

Resenha: Forrest Gump: O Contador de Histórias, de Robert Remeckis

"...É engraçado o que um jovem consegue se lembrar. Eu não lembro de quanto nasci, do que ganhei em meu primeiro natal, nem de quando fiz meu primeiro piquenique; mas eu lembro da primeira vez que ouvi a voz mais doce do mundo, e eu nunca tinha visto nada mais belo na minha vida. Ela se parecia com um anjo."

Lembro-me de que, quando eu tinha aproximadamente nove anos de idade, havia um professor que sempre fazia com que assistíssemos a este filme. Por algum motivo, nós tínhamos dificuldade de parar quietos, e por um outro motivo (talvez) nós nunca o terminamos. Mas de qualquer forma hoje lembrei dele, e o assisti até o fim, e descobri um novo filme favorito!

Forrest Gump conta sua própria história enquanto espera um ônibus. É uma das histórias mais curiosas que já ouvi porque Forrest tem certos problemas de QI e trata tudo com uma ingenuidade tão grande que chega a ser bonito. Com seus quarenta anos de vida, narra fatos como a guerra do Vietnã e a morte de Kennedy, sem nunca esquecer seu amor de infância, Jenny.
Aposto que se vocês observarem a sinopse assim não se sentirão tão interessados, mas quando forem assistir ao filme poderão ver que é muito mais que isso! Forrest está sempre cercado de muitos outros personagens fantásticos - eu só vi algo parecido quando assisti O Curioso Caso de Benjamin Button (que, por sua vez, é um dos meus filmes favoritos também).

Minha parte favorita da história é a ingenuidade do personagem que a está contando. Ele faz com que tudo pareça tão puro, bonito e fácil, e a visão que ele tem de Jenny (seu amor), me fez lembrar de que se eu tivesse alguém que me visse desta forma - como Gump vê Jenny - eu não precisaria de mais nada no mundo. Acho que todos deviam se sentir amados assim pelo menos uma vez na vida.
Também há outra coisa na qual fiquei vidrada: a soundtrack! Há canções de Elvis, (e ele mesmo tem sua aparição no filme!). As músicas são o máximo.

Recomendo muito que assistam ao filme, mas se quiserem seguir meu conselho, esperem por um momento onde as coisas estiverem calmas. Talvez vocês entendam o motivo quando terminarem. 
Eu adoraria saber o que vocês acharam dele caso assistam, então o box de comentários está logo abaixo...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

2013: Os Melhores do Ano!

Clique no título para ler uma resenha.

Livros:

Jogos Vorazes, de Suzanne Colins
Coraline, de Neil Gaiman
As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky
A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin
O Pequeno Príncipe, de Antoine De Saint-Exupéry
O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett
Em Chamas, de Suzanne Colins
O Sr. Pip, de Lloyd Jones
A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak
Peter Pan e Wendy, de J. M. Barrie
A Bússola de Ouro, de Philip Pullman
O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder
Através do Espelho, de Jostein Gaarder
O Mágico de Oz, de L. Frank Baum
A Marca de Uma Lágrima, de Pedro Bandeira

Filmes:

Frankenweenie, de Tim Burton
As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky
A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese
Agora e Para Sempre, de Ol Parker
Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi
Em Chamas, de Francis Lawrence
O Contador de Histórias, de Luiz Villaça

Séries:

Skins UK, 1ª e 2ª Temporadas

sábado, 28 de dezembro de 2013

Então Eu Contei a Ela...

Resenha: O Contador de Histórias, de Luiz Villaça

"Então eu fiz a única coisa que podia fazer: chorei. Mas com o tempo, descobri que nem chorar eu podia."

Estava quase aborrecida por este ano chegar ao fim sem nenhum novo filme favorito para adicionar à minha lista, porém, SURPRESA! Encontrei este! E ele já estava em meu computador há dias, imaginem, esperando para ser assistido. 
Minhas primeiras experiências com filmes brasileiros nunca foram muito legais, e talvez por isso eu os tenha desviado por tanto tempo. Quanta bobagem, não é? As pessoas nunca são quem achamos que elas são na superfície, então por que os filmes seriam? Prometi procurar por mais destes no ano que está por vir.

O Contador de Histórias é baseado em fatos reais, e narra a trajetória Roberto Carlos Ramos (um dos dez melhores contadores de histórias do mundo!). A época retratada são os anos 70, e tudo ocorre em Belo Horizonte, onde Roberto vivia com sua mãe e nove irmãos. A vida da família começou, porém, a declinar, e a mãe viu-se obrigada a colocar Roberto numa instituição chamada FEBEM, que prometia, por meio de comerciais de televisão, tornar as crianças grandes doutores. Lá, no fim das contas, as coisas não eram tão agradáveis, e o menino usou a criatividade para atingir objetivos particulares.
Com o tempo, Roberto cresceu, e com ele a curiosidade sobre o mundo lá fora. Com outras crianças, ele foge e é capturado diversas vezes. O que ele encontra lá fora não é muito bom, mas é preferível (em sua mente) aos castigos morais e físicos sofridos. Roberto era classificado como um adolescente irrecuperável, mas sua vida muda quando Margherit surje. A pedagoga francesa desperta no garoto coisas que ainda não haviam sido descobertas, e mostra a ele algo sobre o qual a existência ainda era duvidosa: o amor fraternal.

Bem no início do filme, achei que tudo fosse uma tristeza sem fim. Não consigo, ainda, pensar que tal coisa é baseada em fatos reais, e quando penso que a realidade ainda pode ter sido pior sinto um enjoo gigantesco, que seria capaz de me fazer vomitar. Graças a Deus as coisas para Roberto melhoraram, mas e todas as outras crianças na rua?... Isso é horrível de se pensar, mas, ao mesmo tempo, nos retira do torpor do alienamento. Nos move para algo.
Minha personagem favorita é Margherit. Oh, se todas as pessoas fossem como Margherit! O mundo seria algo encantado. Deveríamos, nós mesmos, sermos iguais à Margherit. Ajudar as pessoas, uma de cada vez (e ter mais paciência com elas).

Recomendo este filme muito, e a todos! É tão bonito quando esses pontos de esperança surgem em lugares improváveis, e sei que todas as pessoas no mundo devem gostar disso também, inclusive você, se estiver lendo isso. Então, se quiser conversar depois de ver, lembre-se de que estarei aqui, logo a baixo! Até logo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Toda a Revolução...

Resenha: Adaptação Cinematográfica de Em Chamas, por Francis Lawrence

Resenha do livro

"A sorte NUNCA está ao nosso favor."

Nunca imaginei que uma estréia que não fosse referente a Harry Potter pudesse ser tão grandiosa! Me surpreendeu muito que tantas pessoas esperassem comigo para que pudéssemos ver isso. Assisti ao filme no Domingo, e preciso dizer que a espera valeu muito à pena!

O texto que se segue pode conter spoilers

Esta é, de longe, uma das melhores adaptações que já vi na vida! Ainda referente à fidelidade com relação ao livro homônimo isso superou Harry Potter em diversos pontos, que tem as melhores adaptações depois de O Senhor dos Anéis, na minha opinião. Até os mínimos detalhes foram adeptos com precisão. A única cena da qual senti falta foi a que mostrava duas garotas buscando o Distrito 13. O relógio mockingjay também não deu sinal de vida. Mas foram os únicos furinhos que realmente representaram algo para mim.
Outro dos pontos que pude observar foi que o diretor optou por exibir a parte política tanto quanto parte que mostrava a ação. Para que tenham uma ideia, a arena só dá as caras depois de uma hora e meia de filme.

Todas as atuações foram espetaculares! Johanna superou muito minhas expectativas, e acredito que a de todos os tributos. (F****-se!!!/Não falei com você.) Jennifer estava maravilhosa com aquele vestido de tordo, sem comentar sobre aqueles gritos! Que coisa agoniante!
Ainda na faixa pré-fantasia, nunca vi um filme que tivesse uma trilha sonora com tantas das minhas bandas e cantores favoritos. Foi lindo para mim. Mas quanto ao instrumental, não achei que superou o primeiro filme.

As partes das quais mais gostei foram, praticamente, as mesmas que adorei no livro. O momento em que o idoso ofereceu os três dedos a Katniss, as palavras solidárias sobre Rue, a pintura de Peeta durante a demonstração das habilidades, o espancamento de Cinna, a corrida para escapar da névoa, os pássaros que imitavam gritos (achei que esta cena pudesse ser um bocado mais loga, mas está certo). Foi tudo incrível, maravilhoso, exatamente como eu havia imaginado. Tudo isso sem contar com a metamorfose do Mockingjay no início dos créditos finais! Uau!!!
As coisas que me deixaram um pouquinho aborrecida foram a arena, que não pareceu tão desesperadora quanto os pensamentos de Katniss mostraram (não havia sinal de relva a vista, só mar, mar, mar) e a parada cardíaca de Peeta.

Adoraria conversar com tributos sobre como isso foi incrível! Então apareçam nos comentários, sim? Foi lindo!

PS: Mesmo com uma adaptação tão bonita, ainda digo que leiam, por favor, os livros. A personalidade dos personagens acaba sendo moldada através de seus olhos e as coisas ficam tão mais emocionantes quando você sente e vê através de um olhar mais direto, como se estivesse lá. Com os livros eu quase pude sentir o cheiro do sangue e rosas de Snow quando ele apareceu na tela. Não usem os filmes como única opção, e sim como um complemento (neste caso um complemento BOMBÁSTICO!!!).

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Outro Tipo De Fama

Resenha: The Bling Ring: A Gangue de Hollywood, por Sofia Coppola

"Afinal de contas, a infâmia não é mais o que costumava ser. É apenas outro tipo de fama. Não há mais vergonha."

Resenha do livro.
Depois de ler o livro e não satisfazer totalmente minha curiosidade, resolvi buscar algo mais. O filme acabou se tornando o que eu achava que o livro seria, algo que envolve um pouco mais de romance e adrenalina. 

Bling Ring conta (e o filme realmente conta, não mostra entrevistas e não cita sociologia em muitos momentos) sobre estes jovens que assaltavam casas de pessoas famosas. Depois de encontrar a chave de Paris Hilton debaixo do tapete e roubar pela primeira vez, tudo fica fora de controle. Então surgem as festas, os agentes, as roupas de grife, as drogas e as armas. Tudo isso voa pelos ares. As coisas realmente ficam complicadas.

Tive muita compaixão para com Nick (Marc) durante o filme. Não sei se posso tratá-lo como um personagem, já que ele realmente existe e nunca saberemos o que realmente se passava com suas emoções e sentimentos, mas o fato é que o que enxerguei no filme foi um garotinho apaixonado e com medo. Apaixonado por Rachel (Rebecca), seguindo-a por toda a parte e ajudando-a nos roubos mesmo sabendo que não dormiria à noite. (E por mais que esta pequena observação não seja relevante, achei que ele se parece com alguém que adoro - adoro muito, os sentimentos passam de "adorar" -, e sinto que este alguém passa, ou já passou, por dificuldades semelhantes.)

O que mais gostei no filme foi o modo como foi produzido. Sofia é uma das melhores diretoras que já vi, e penso desta forma desde Maria Antonieta. Amei como as câmeras foram posicionadas, as cores, os tons pastéis... Suspiro por tudo isso. E mais uma coisa: Tess estava lá!!! Tess Taylor nunca me enganou! (Emma também estava maravilhosa, se é por isso que você está aqui lendo isso.)
O que menos gostei (e não queria estar dizendo isso, mas infelizmente...) foi a falta do desenvolvimento quanto à relação dos personagens como Nick (Marc) e Rachel (Rebecca). Queria saber mais sobre sua relação, sobre o possível namoro, e queria muito que o roteiro contasse com isso - mesmo que tudo fosse uma invenção, só para sentir o gostinho. Li alguns comentários, e pelo que pude notar o filme lançado em 2011, com o mesmo título, fala um pouco mais sobre. Ainda espero assisti-lo, e assim que isso acontecer acrescentarei uma nota ao post.

Recomendo o filme principalmente aos que leram o livro e, assim como eu, querem um pouco mais. Esta é a história por trás da história julgada real, e está magnífico. Não acho que o livro contenha muitos spoilers sobre o filme, e nem que o filme contenha muitos spoilers sobre o livro, já que conhecemos o que acontecerá em seguida, então se você estiver curioso sobre o filme e não leu o livro não há problema algum, porém recomendo que o faça para ter uma base dos personagens e tornar tudo mais interessante. Eu adorei, e foi tudo (certo, quase tudo) que eu esperava.

sábado, 14 de setembro de 2013

Onde Queria Estar

Resenha: O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Michel Gondry

"Faça tudo em nome do amor. Menos esquecer."

Agora vou escrever sobre um filme muito bonito, que assisti na noite de Sábado. É cada vez mais raro encontrar filmes tão bons que merecem ser resenhados, repassados e recomendados, então sempre que encontro algo assim sinto vontade de compartilhar com outras pessoas. 

O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (título comprido, não? imagino como as pessoas se sentem ao dizer que este é seu filme favorito quando questionadas sobre) conta sobre Joel e Clementine, que tiveram um relacionamento de alguns anos até que tudo fosse por água a baixo. Cansada de lembranças indesejadas, Clementine resolve fazer parte de uma experiência para apagar Joel completamente. Quando descobre, Joel faz o mesmo, mas se arrepende durante o processo. Incapaz de falar ou se mover, ele tenta escapar do nó das próprias memórias, provocando reações inesperadas.
Eu sinto uma enorme compaixão por Joel, acho que ele ama muito Clementine. Mas Clem é um tanto quanto instável e louca, e apaixonante como personagem. Ela muda a cor do cabelo o tempo todo durante o filme. Eu a adoro.

A primeira coisa que notei foi o elenco. Se Jim Carrey e Kate Winslet juntos não são uma atração para você então eu não imagino o que seja. Também há Kirsten Dunst, Mark Ruffalo e Elijah Wood (detesto ter que colocar esta observação aqui, mas sim, é o Frodo).
A atuação de todos foi muito bonita, e teve uma participação fundamental durante o desenvolvimento do filme, já que o mesmo fala de emoções.

Agora, a segunda coisa que notei (ou pensei), foi na história de que, quando um casamento não dá certo, o casal precisa lembrar dos motivos que fizeram com que eles se apaixonassem. Será que se um casal que estivesse terminando tudo assistisse a este filme eles voltariam a ficar juntos?
Nunca terminei um casamento para saber disso... Nem comecei um. Mas continuo pensando nisso, e acho que o filme pode ser, além de bonito, muito especial para quem passou por tal situação. 

É algo interessante para se pensar em ser paciente. Não jogar tudo para o alto por um segundo, uma lembrança ruim e, por mais que isso seja difícil de ser feito, lembrar dos incontáveis segundos, das inúmeras lembranças boas e tudo o que te fez sorrir. Aposto que vão gostar muito do filme, se tiverem a chance de assistir. Se quiserem, podem vir me contar nos comentários... E não esqueçam de lembrar das coisas felizes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Como Se a Vida Valesse à Pena

Resenha: 500 Dias com Ela, de Marc Webb

"Um garoto e uma garota podem ser amigos, mas quando chegar a um ponto, eles vão se apaixonar. Talvez temporariamente, talvez por muito tempo, talvez tarde demais, e talvez para sempre."

Precisava escrever isto para livrar meus amigos de tantos comentários sobre... 
Primeiro, preciso que saibam que não gosto de comédias românticas, pois todas são iguais para mim. E segundo, o que fez com que eu sentisse vontade de espalhar esta estória pelo mundo foi que, por incrível que pareça, é diferente de todas as outras!

500 Dias com Ela ou 500 Days of Summer, conta sobre Tom, que conhece Summer em uma reunião com seu chefe. Summer é linda, e Tom tenta conversar ou fazer qualquer tipo de contato durante duas semanas. Nada dá certo, e os dois só são oficialmente apresentados quando vão ao karaokê com alguns colegas de trabalho. Os dois descobrem que tem algo em comum quando Tom ouve The Smiths no elevador, e Summer diz que adora suas canções. Com o tempo, conversam sobre amor e sentimentos, iniciando um relacionamento bastante confuso e conturbado. 
Ps:. The Smiths, sempre começando relacionamentos... (As Vantagens de ser Invisível)
Ps2:. "Esta é a história de um homem que conhece uma garota, mas não é uma história de amor."

Meu personagem favorito é Tom porque, geralmente, nos outros filmes, os homens não são tão sentimentais com relação ao amor. Não sei se senti tal coisa porque o foco cai um pouco mais sobre ele (os filmes de amor costumam focar um pouco mais as mulheres), mas me pareceu algo muito real e diferente.
Também há Summer, com seus laços no cabelo e dificuldade de se envolver. Se sente aprisionada quando muito próxima a outra pessoa, e não acredita no amor. Identifiquei-me com ela (exceto pela parte de não acreditar no amor).

Como já disse, o que mais gostei no filme foi que ele é diferente de todas as outras comédias românticas que assisti. Isso porque não mostra só o lado feliz do amor. Ele mostra os altos e baixos, os dias felizes, e os tristes também. É algo que se parece mais com a vida real, e que nos dá uma perspectiva diferente sobre se apaixonar ou amar alguém. O desfecho que as coisas tiveram também não foi nada previsível, nem para mim (sou uma daquelas pessoas que já sabe do final do filme quando vê o rosto dos personagens). 

500 Dias com Ela é um filme tão lindo, que nos faz ter visões diferentes e nos prepara para possíveis quedas... A maneira como ele é filmado e sua trilha sonora também são tão bonitas! 
Mesmo que você não goste de comédias românticas ou dramas, por favor, dê uma chance a ele! Ele pode não ser um daqueles filmes profundos, que te deixam pensando por anos, mas posso garantir que o momento é algo muitíssimo especial.
(Caso você sinta vontade de assisti-lo, garanto que irá encontrá-lo em sites de filmes no Google - foi lá que eu vi. Depois volte para conversar comigo!)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Galante Tyson

Minha Opinião Sobre: Adaptação Cinematográfica de O Mar De Monstros

Aviso: Pode conter spoilers.
Não posso dizer que fiquei realmente satisfeita sobre a adaptação de O Ladrão De Raios, mas mesmo assim adentrei a sala de cinema esperançosa para assistir O Mar De Monstros. Foi triste e no mínimo decepcionante saber que tudo isso foi em vão. 

Sobre os personagens que mais chamaram a minha atenção de maneira negativa: primeiro sobre Clarisse. Não posso ficar aborrecida porque a atriz contratada para o papel não condiz com minha imaginação, mas convenhamos... A personagem é bem mal educada no livro, e possui uma linguagem corporal (além de uma aparência) bastante masculinas. Já a Clarisse do filme... eu acabei gostando dela! Da personalidade dela. E vocês devem concordar comigo quando digo que Leven Rambin não é nada masculina. Foi a primeira coisa que notei. Agora Tyson... Meu cérebro ainda tenta processar o que diabos foi isso. O diretor achou que uma peruca boba e umas roupas rasgadas fossem disfarçar aquele rosto magnífico? Que eu não ia perceber aqueles dentinhos perfeitamente alinhados? Não. Absolutamente não. Quanto ao olho, achei que no filme pareceu bem menos flutuante do que nos trailers, e não tive a sensação de que ele cairia a qualquer momento... Mas isso não justifica nada. E ponto final. 
Hermes. Mas que droga foi esta? Imaginei meu copo voando para a tela junto com meus sapatos no momento em que ele apareceu. Por favor... Depois de tudo isso, acredito que não preciso falar sobre Grover, já que sua personalidade no filme, apesar de nada fiel, é bastante divertida.

Agora, sobre os personagens que chamaram a minha atenção de maneira positiva: notei as mudanças em Annabeth, e acho que elas foram bastante significativas levando em consideração que agora ela está realmente loura (não como imagino que a personagem do livro seja, mas loura). Também adorei Thalia! Acho que bem lá no fundo imaginei ela exatamente desta forma. Os cabelos, os olhos e o figurino. Achei tudo absolutamente incrível, mas a frase dita por ela no final não causou tanto impacto quando eu esperava.

Também fiquei um pouquinho decepcionada porque a ilha das sereias e o spa dos hamsters não apareceram. Fiquei curiosa sobre como as sereias seriam representadas, e achei aqueles hamsters um tanto quanto cômicos. A relação entre Tyson e Percy também ficou um pouco sem sentido para os fãs dos filmes, ao meu ver, pois os dois são muito mais que isso. Muito mesmo.
A parte que mais gostei, como esperava ao ver o trailer, foi a dos cavalinhos nadadores. Está certo que foi só um cavalo, mas tudo bem na minha mente, pois ele era magnífico e foi a parte mais mágica de todas!
Vi certas reclamações sobre a animação mostrada na parte do Oráculo, comparando-a com a estória dos Três Irmãos, de Harry Potter, mas achei que tudo ficou muito bonito, já que ela foi visivelmente inspirada em pinturas gregas e a série em questão é baseada principalmente em sua mitologia. 

Apesar de algumas pequenas melhorias, achei que os diretores estão confundindo bastante as coisas, e que os livros foram misturados, piorando ainda mais a situação. Minha opinião continua fixa naquela coisa de que a base é a mesma, mas tudo foi modificado no início e provavelmente continuará assim até o fim. Felizmente os filmes são muito bons também, se não comparados aos livros, e admito desejar ir às outras estreias se futuras adaptações forem lançadas. 
Ps:. Adorarei ler opiniões de outras pessoas, então, se quiserem, podem visitar o box de comentários logo a baixo! 

sábado, 6 de julho de 2013

Tudo é Possível

Resenha: Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi

"Ela só matou um homem, não o que ele acreditava."

Apesar de amar O Mágico De Oz, nunca havia pensado sobre como o grande Oz surgiu. Pensei em Dorothy, em Totó, no Leão, no Espantalho, no Homem De Lata... mas nunca no mágico que tecnicamente os salvou - um mágico incrível, segundo o filme que assisti na noite passada. Até mesmo meu pai gostou (lê-se milagre)!

Oz: Mágico e Poderoso, dirigido por Sam Raimi, conta a estória do egoísta Oscar, um mágico de circo que é levado à estranha terra de Oz por causa de seu envolvimento um tanto quando exagerando com mulheres. Lá, é apresentado à bruxa bonitona Theodora, e em seguida à sua irmã, que se chama Evanora e também é bonitona
Em busca de ouro, Oz decide enfrentar a bruxa Glinda bonitona?, mas acaba descobrindo que a mesma se parece muito com uma antiga paixão e não é realmente má. Confuso, o mágico Oscar se depara com um mundo novo, repleto de jóias, flores e criaturas nada convencionais. A fim de salvar o povo de Oz o ilusionista usa a engenhosidade para derrotar um grande inimigo; tudo isso ao lado de Glinda, um macaco alado (que se chama Finley) e uma menina de porcelana.

Achava que eu já tivesse sofrido o suficiente com as comparações à Coraline, mas depois que a Menina De Porcelana surgiu tive que repensar ("Isa, ela é a sua cara!"/"Isa, é você?"...). Ela acabou sendo uma de minhas personagens favoritas, junto com Finley, que é engraçadinho e uma fofura.
O filme é realmente engraçado, e apesar de parecer infantil creio que ensina uma lição importantíssima a diversos adultos. Tudo é possível se você acreditar.
Os figurinos e os cenários são algumas de minhas partes favoritas, e a transformação do mágico foi algo incrível para mim. Isso porque apesar de parecer superficialmente egoísta surge o amor, a delicadeza, o carinho e amizade criada pelos outros personagens, que já estavam lá, bem no fundo... Tudo muito adorável.

Apesar de não ser um de meus filmes favoritos (propriamente dito), recomendo a todos que esqueceram de como sonhar, e a todos que querem continuar sonhando com coisas impossíveis que assistam. Como citei, a mensagem principal acaba sendo a mesma de O Mágico De Oz: acreditar. Mas vale muito à pena vivenciar tudo isso com personagens diferentes (estou morrendo de vontade de reler O Mágico De Oz agora, só para pensar no mágico de forma diferente). Então... assistam se quiserem! Aposto que não se arrependerão. (E acreditem, pois tudo é possível se você acreditar).

domingo, 21 de abril de 2013

Saindo Em Uma Aventura

Resenha: O Hobbit, de J. R. R. Tolkien

"Certa vez me perguntaste se eu havia lhe contado tudo sobre minhas aventuras. Honestamente posso dizer-lhe que contei a verdade. Não posso dizer, porém, que contei toda a verdade."

Muitas pessoas acharam estranho que depois de todo esse tempo eu não havia comentado sobre minha principal fonte de inspiração no quesito escrita (Oh, que ofensa!). É difícil para mim expressar tamanho talento com palavras, entendam!

O Hobbit surgiu antes mesmo de O Senhor Dos Anéis - que é, na verdade, uma espécie de continuação para o livro, (prestem atenção quando eu digo uma espécie) - e conta a estória de um Hobbit adorável, chamado Bilbo (Hobbit este que se tornaria tio de Frodo), e de suas aventuras junto com Galdalf e outros treze anões de nomes engraçadinhos. É difícil montar um enredo específico, já que a estória envolve divesos objetivos. 
Bilbo e Gandalf são meus personagens favoritos. Bilbo pelo fato de ser muito engraçado sem nem mesmo se dar conta disso, e Gandalf por ser tão louco e sábio ao mesmo tempo. Além disso, Galdalf me lembra Dumbledore de forma absurda, e Dumbledore é um de meus personagens favoritos do mundo (como seria se os dois duelassem?). Eu também sou apaixonada pelos elfos. O modo com que eles são descritos é tão bonito! 

Eu acho que o que mais me encanta no livro, é que esta não é uma obra voltada aos adultos (classificação infanto-juvenil), mas evolui de uma forma significativa, passando por mutações gigantescas do início ao fim. O que é bonito se torna sombrio depois de certo tempo, e nem tudo parece mais tão transparente quando antes. 

Em 2012, foi lançada uma adaptação cinematográfica que envolve parte do livro, esta nomeada O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Outros dois filmes serão lançados - um neste ano (yay!), e outro no ano que vêm. 
Esta foi uma das adaptações mais fiéis que eu já vi na história de minha vida, incluindo as adaptações de Harry Potter! O que aconteceu foi que, ao contrário das adaptações de HP, tudo fica maravilhosamente claro para seus espectadores. (Eu não precisei dizer à minha mãe porque determinado fato estava acontecendo, ou porque determinado personagem agia de tal forma). 
Por ter sido dividido em três partes, pensei que nada seria cortado, mas não foi o que aconteceu. Claro que estou totalmente ciente de que adaptações cinematográficas estão sujeitas a isso, mas eu, como todos os leitores, não gostaria que fosse assim. 
O filme, confesso, rendeu-me mais gargalhadas do que o livro, já que as notas de ironia e sarcasmo usadas frequentemente são mais identificáveis. Não preciso dizer que o livro é infinitamente melhor, mas o filme é ótimo, também.

O que foi encantador no filme, para mim, foram os cenários, a trilha sonora e as canções entoadas pelos próprios personagens. Tudo isso ficou do jeitinho que eu imaginava, e não podia ter sido melhor neste quesito.
Não preciso ressaltar que todos - absolutamente todos - devem ingressar no universo de O Senhor Dos Anéis. Se você gosta de Harry Potter, As Crônicas De Nárnia e/ou As Crônicas De Gelo e Fogo, saiba que você se familiarizará facilmente com este universo localizado entre o alvorecer das fadas e o domínio dos homens, isso segundo o próprio gênio Tolkien. 


domingo, 14 de abril de 2013

Momentos

Resenha: Now Is Good, de Ol Parker

"Momentos. Nossa vida é uma série de momentos. Cada um, uma viagem para o fim. Desapegue... Desapegue-se de tudo."

Como sabem (ou não) costumo evitar filmes de câncer. O fato que mais me surpreendeu neste e tornou-o diferente dos outros foi que, apesar de contar sobre uma garota com câncer, ele não gira em torno da doença, como os demais costumam fazer.

Now Is Good (eu não consegui encontrar seu título no Brasil, mas eu acho que talvez isso seja porque ele não foi lançado em certos países - não tenho certeza) conta a estória desta garota chamada Tessa, que tem um tipo de câncer terminal. Depois de interromper seu tratamento por conta própria, a fim de viver da forma mais tranquila e menos dolorosa possível, Tessa constrói a própria lista de coisas para fazer antes de morrer.  Nesta lista estão coisas como sexo, usar drogas, assaltar uma loja e dirigir escondida - ela não é tão marginal quanto parece, fiquem calmos. O rumo da vida de Tessa começa à mudar a partir do momento em que ela conhece Adam, seu novo vizinho, que faz com que a lista toda mude.
Como eu havia dito inicialmente, o filme é muito bonito porque gira mais em torno do romance do que de qualquer outra coisa. 

Eu descobri que este filme foi baseado em um livro chamado Antes De Morrer, de Jenny Downham. Penso seriamente em lê-lo, mas não com tanta urgência. 
Adam tornou-se meu personagem favorito depois do momento em que espalhou o nome de Tessa pelo mundo. Deve ser difícil amar alguém tanto a este ponto. Na maioria das vezes, quando você fica doente, as pessoas vão embora. Mas ele não foi. 

A mensagem do filme é viver. Eu acho que percebi isso quando Tessa começou a pensar no futuro, mesmo sabendo que tinha alguns poucos meses de vida. 
Dentre todas as cenas que me arrancaram lágrimas, uma chamou a minha atenção, em especial. Nesta cena, Adam e Tess estão sentados, observando o mar (as paisagens do filme são muito bonitas!), e o garoto a questiona sobre o medo. Sobre isso, Tass diz o seguinte: As pessoas pensam que quando você fica doente, você não tem medo. Mas não é verdade. Na maioria das vezes, é como estar sendo perseguido por um psicopata. Como se eu fosse levar um tiro a qualquer momento.
O que não deixa de ser verdade, de certa forma. Eu sinto medo. Muito. 

O véu que este filme tirou de meus olhos para as coisas mais simples é o que o tornou tão especial, e bonito, e diferente dos demais. Se você doar um pouquinho do seu tempo para assisti-lo, eu sei que não irá se arrepender.
Atualização: acabo de descobrir que o título do filme no Brasil é "Agora e Para Sempre", então, caso queiram procurá-lo... 

sábado, 30 de março de 2013

Mas Eu Não Posso Parar a Mim Mesma

Resenha: A Menina No País Das Maravilhas, de Daniel Barnz

"Em certo momento da sua vida você vai abrir seus olhos, e ver quem você é de verdade."

Em algum momento, eu vou abrir meus olhos e perceber os motivos que me levam a gostar tanto de personagens que sofrem com problemas psicológicos (ou filmes que tratam destes personagens). 
De alguma forma, A Menina No País Das Maravilhas lembrou-me As Vantagens De Ser Invisível. Phoebe (a personagem principal) se parece com Charlie em certos pontos, principalmente na questão da inocência e confusão - ambos não sabiam sobre a situação onde se encontravam.

A Menina No País Das Maravilhas (originalmente Phoebe In Wonderland), dirigido por Daniel Barnz, traz à tona medos, angustias e incertezas.
Phoebe é uma garota bastante inteligente e criativa que costuma ser rejeitada pela maioria de seus colegas de classe. Quando Miss Dodger (professora de teatro) aparece, Phoebe vê novas possibilidades em meio à monótona vida escolar que vem levando. Ao ser escolhida para interpretar Alice em uma peça, o comportamento da menina piora gradativamente. Supersticiosa e crítica consigo mesma, Phoebe passa a confundir a realidade com seus devaneios, preocupando os pais e professores. 

Os devaneios em questão vem, principalmente, de Alice No País Das Maravilhas. Phoebe pode ver Alice, cartas de baralho, a Rainha De Copas e outros personagens. Em certos momentos, sua mãe, Hillary, pensa que este problema está sendo criado por ela mesma (Hillary é escritora, e sua obra está relacionada com Alice In Wonderland), o que gera conflitos familiares.
Já Miss Dodger, pensa que Phoebe é uma criança extraordinária, ao contrário do diretor, que não tem conseguido pegar as rédeas da situação de forma responsável. Isto gera novos conflitos - desta vez, escolares.
Para fugir, Phoebe usa a imaginação como válvula de escape, mas isso acaba fugindo de seu controle. Durante esta busca por tranquilidade mental, a menina prefere esconder seus pensamentos fantasiosos dos pais e colegas de classe. Estranheza é tudo o que ela recebe em troca.

Às vezes, durante esta incansável busca pela liberdade, construímos nosso próprio castelo no céu, mas esquecemos de suas fundações. Isso não quer dizer que não podemos construí-las mais tarde, mas este não é um trabalho muito fácil. O desejo de fazer certo, de fazer todos felizes... Isso acaba colocando os sentimento das pessoas em questão à beira do abismo. Mas somos assim. Não podemos parar a nós mesmos.
Então, novamente, assim como em As Vantagens De Ser Invisível, assista a esta obra com a mente aberta. Não funcionará se não for assim. Lembre-se de seus medos, angústias e incertezas - e lembre que pode vencê-los, como Phoebe.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Quem Mudou Foi Você

Resenha: Adaptação Cinematográfica de O Curioso Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald

"Estamos destinados a perder as pessoas que amamos. De que outra forma poderíamos saber sobre o quanto elas foram importantes?"

Este é um dos poucos filmes que fazem com que você sinta como se tudo fizesse sentido. Como se tudo, a todo o instante, ocorresse com algum objetivo - o que é reforçado por todos os seus maravilhosos personagens a cada segundo.

O Curioso Caso de Benjamin Button, ou originalmente The Curious Case of Benjamin Button é a adaptação cinematográfica de um livro com o mesmo nome, escrito por F. Scott Fitzgerald. 
Benjamin nasceu com a aparência de um homem idoso, e, diferente de qualquer coisa já vista, parece rejuvenescer com o tempo. O garoto foi abandonado pela mãe na porta de um asilo logo depois de nascer. Asilo onde cresceu e conheceu Daisy. Daisy, porém, não vê maneiras de os dois ficarem juntos, já que Benjamin aparenta ser seu avô.

O que eu mais gosto neste filme é que todos os personagens tem algo muito bonito à ensinar. Talvez porque a maioria deles é um pouco mais experiente.
Dentre todos eles, Benjamin é o meu favorito. Benjamin veio, ao longo dos anos passados entre pessoas mais velhas e, consequentemente, sábias, acumulando ensinamentos, memórias, amor (mesmo pelos que se foram) e muitas, muitas histórias para contar. 
Outros dois personagens que conseguiram prender minha atenção por certo tempo (foi difícil escolher, acreditem) foram Capitão Mike e uma das moradoras do asilo (Benjamin nunca descobriu seu nome) que empertigava-se como alguém que já havia sido uma artista de cinema, apenas para sentar-se na varanda. Esta senhora adorável fez uma de minhas citações favoritas durante todo o filme: "Estamos destinados a perder as pessoas que amamos. De que outra forma poderíamos saber sobre o quanto elas foram importantes?".

Eu não havia me interessado realmente pelo filme ao ler sua sinopse, mas, ao assisti-lo, o que descobri foi que não o enredo, mas o desfecho, é imensamente valioso. Como tudo ocorre de forma graciosa.
Pude observar, em certas resenhas, reclamações sobre o tempo de duração do filme (pouco mais de duas horas). Pessoalmente, não penso que isto seja um problema. Muito pelo contrário, já que, se certas cenas aparentemente insignificantes fossem cortadas, nenhum dos personagens de segundo plano seria tão cativante. 

Outra coisa bonitinha, que eu não acho que deva ser tratada como spoiler ou algo assim, é sobre outro morador do asilo. Em certos momentos do filme, este senhor simplesmente vira-se para Benjamin e diz: 
Eu já lhe contei que fui atingido por um raio sete vezes? Quando estava concertando o telhado.
Eu já lhe contei que fui atingido por um raio sete vezes? Quando dirigia minha caminhonete.
Eu já lhe contei que fui atingido por um raio sete vezes? Quando pegava minhas cartas. (...)
Inicialmente, pensei que esta fosse apenas uma pitada de humor em meio ao drama, mas, no fim do filme, este mesmo senhor vira-se para Benjamin novamente e diz que, depois de tanto tempo, ele não lembra de praticamente nada, e não ouve ou enxerga as coisas muito bem, mas que Deus sempre o faz lembrar de como tem sorte por estar vivo. 

São detalhes como estes que me fizeram gostar da adaptação de forma especial. O Curioso Caso de Benjamin Button está entre meus filmes favoritos, e penso que é uma obra interessantíssima para todas as idades.



domingo, 17 de março de 2013

Venha e Sonhe Comigo

Resenha: Adaptação Cinematográfica de A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

"Por isso máquinas quebradas me deixam triste. Elas não fazem os seus propósitos. Talvez seja assim, também, com as pessoas... Perder o nosso propósito é como estar quebrado."

O último filme que prendeu tanto a minha atenção foi O Curioso Caso de Benjamin Button, portanto, vocês podem pensar sobre a riqueza de seus personagens, de seus cenários, de seu enredo e até mesmo das lições abordadas em meio à obra. Encantador, mágico, belo e perfeito. 

A estória se passa em Paris (meados dos anos 30), e conta sobre um órfão chamado Hugo Cabret. Hugo vivia com o pai em meio às suas invenções maravilhosas até o dia em que o mesmo faleceu durante uma explosão, deixando para trás um tipo de robô que pretendia consertar. A partir deste ponto, Hugo passa à viver com o tio bêbado, dando corda nos relógios de uma estação de trem e tentando, de alguma maneira, fazer com que o robô volte à escrever - é o que ele faz, aparentemente. 
Numa noite de inverno, quado Hugo vagueia pela estação, é pego pelo dono de uma loja de brinquedos - homem que faz com que o garoto se envolva com Isabelle. 

Isabelle é minha personagem favorita durante todo o filme. Ela é uma destas garotas que leem aventuras e costumam chamar a minha atenção. Vale lembrar, porém, que todos os personagens presentes possuem uma ótima introdução, assim como suas próprias características marcantes - o que faz com que todos sejam lembrados de uma forma especial por seus espectadores. 
A adaptação foi baseada no livro infantil A Invenção De Hugo Cabret, ou, originalmente, The Invention Of Hugo Cabret, do norte-americano Brian Selznick.
Outra das características que mais me chamou a atenção foi o elenco. Perfeito! Eu só sei que passei metade do filme tentando descobrir de onde vinha o ator que interpretava Hugo (Asa Butterfield, que eu descobri ter vindo de O Menino do Pijama Listrado), e Mama Jeanne (que é ninguém mais, ninguém menos que Narcisa Malfoy, de Harry Potter!).

O filme fala sobre sonhar, e sobre as dificuldades que isso lhe trará. E sobre desistir de seus objetivos, mas pegá-los de volta. E sobre o amor, que faz todo o restante parecer pequeno.
Ele é uma destas obras que se parece com um teatro, e que aborda o enredo com olhares diferentes - através da visão de todos os personagens, e não somente de Hugo, ou Isabelle, ou George.
Apesar de este ser um filme aparentemente infantil, penso que os adultos podem aprender muito com ele. Até porque os adultos, muitas vezes, esquecem sobre a essência que os faz brilhar, e sobre como já sonharam verdadeiramente com algo pelo menos uma vez.
A mensagem que A Invenção De Hugo Cabret passa é, basicamente: Acredite!, e eu posso dizer, com todo o coração, que esta mensagem é explicada da maneira mais bonita possível.


quinta-feira, 14 de março de 2013

"She Is Coming!"

Resenha: Adaptação Cinematográfica de O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger

"Os detalhes de sua incompetência não me interessam."

Filmes bonitinhos que possuem uma moral são os meus favoritos. Na verdade, era o que eu esperava dele. Mas foi muito mais que isso.
Até então, eu não sabia que O Diabo Veste Prada é uma adaptação. Até porque eu já o havia visto outras vezes mas, talvez pelo momento, não tinha parecido algo tão bonito assim. 
Ser você mesmo é uma das qualidades que eu mais prezo nos seres humanos - algo que tem sido tão desprezado nos últimos tempos! - e, no fim, é sobre o que o filme trata. 

O Diabo Veste Prada, ou originalmente The Devil Wears Prada - adaptação cinematográfica de O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger - conta a estória de Andy, recém formada em Jornalismo. A partir do momento em que Andy e Nate (seu namorado) mudam-se para Big Apple, a garota sai em busca de emprego. Quando consegue uma entrevista na Runway Magazine (idolatrada por todos os estilistas e adoradores de moda de plantão), pensa somente em algo que poderá utilizar no próprio currículo quando finalmente encontrar O trabalho. Andy não é alguém que realmente se interessa por moda, ela só é muito dedicada e possui uma ética incontestável. Seu desleixo com relação à escolha de suas peças de roupa torna-se um motivo de piada entre suas colegas de trabalho (juntamente com Miranda, sua terrível chefe), o que faz com que Andy mude completamente sua maneira de vestir e se torne, assim, uma Clacker - como ela mesma chama as garotas com as quais trabalha.
Meu personagem favorito é Nate, o namorado perfeito o suficiente para aceitar Andy da maneira como ela realmente é (eu também gosto muito de Emily - engraçadíssima!). 

Muitas vezes, quando não nos sentimos totalmente satisfeitos com o que vemos do outro lado do espelho, é como se qualquer um na face da terra parecesse um pouco melhor, ou um pouco mais feliz. Mas, durante estes devaneios, esquecemos de nossa real e única personalidade. Tornar-se um objeto aparentemente belo e inquebrável pode possuir terríveis consequências - consequências das quais podemos esquecer durante e o processo de transmutação. 
O que devemos manter sempre em mente, é que os amigos reais virão pelo que você é, e é tão incrível ter pessoas com as quais você sente como se estivesse vivendo um conto de fadas (mesmo como aquela pequena fadinha que observa tudo de longe)!

O Diabo Veste Prada ensina uma das lições mais valiosas de todo o universo: Se você for sortudo o suficiente para ser diferente, nunca mude.

Adicional: Eu achei um dos diálogos de Andy com Miranda muitíssimo interessante, segue a baixo:

Quando Miranda tentava decidir entre dois cintos que seriam usados em um editorial, e Andy vestia um suéter azul (rindo baixinho por pensar que os dois cintos fossem iguais), observava:
"Miranda – Algo engraçado? 
Andréa – Não, nada. É que para mim estes dois cintos são iguais. Eu ainda estou aprendendo sobre esta coisa. 
Miranda – Esta “coisa”? Ah, entendi. Você acha que isso não tem nada a ver com você. Você abre o seu guarda-roupa e pega, sei lá, um suéter azul todo embolado porque você está tentando dizer ao mundo que você é séria demais para se preocupar com o que vestir. Mas o que você não sabe é que esse suéter não é somente azul. Não é turquesa. É “sirilio”. E você também é cega para o fato de que em 2002 Oscar de la Renta fez uma coleção com vestidos somente nesse tom. E eu acho que foi Yves Saint Laurent, não foi? Que criou jaquetas militares em sirilio. E o sirilio começou a aparecer nas coleções de muitos estilistas. E logo chegou às lojas de departamentos. E acabou como um item de liquidação nessas lojinhas de beira de esquina. E foi assim que chegou a você. E sem dúvida esse azul representa milhões de dólares em incontáveis empregos. E é meio engraçado como você acha que fez uma escolha que te exclui da indústria da moda, quando, na verdade, você está usando um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala entre uma pilha de “coisas”."

segunda-feira, 11 de março de 2013

Acredite

Disney Tag

"Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade."

Esta Tag foi encontrada no canal SangeLand, no YouTube. O fato de eu amar a Disney não é um segredo. Por que seria estranho gostar de algo que me ensinou a sonhar e tornar meus sonhos realidade graciosamente? E que me contou sobre como os contos de fadas não precisam girar em torno de um príncipe, e que princesas podem desafiar os próprios medos e jogar flechas pelo ar, e até salvar sua própria nação? A Disney é algo tão bonito para se gostar...

Qual é o seu filme Disney preferido? Enrolados, sempre! \o/ Eu só sei que Rapunzel é a melhor a mais engraçada princesa de todos os tempos, e eu adoro isso! Adoro como Flinn aprende a se apaixonar, e como Rapunzel é corajosa durante a prática de certos atos (evitando spoiler). No fim, eu amo coisas bonitinhas, e adoráveis, e engraçadas. E é fantástico acordar cantando algo sobre quando sua vida vai coooomeçar...

Qual foi o seu herói ou protagonista favorito e por quê? Confesso ter ficado em dúvida entre Merida (Valente) e Soluço (Como Treinar Seu Dragão) *pausa para que eu pense sobre como os dois formariam um casal perfeito*, mas penso que, como ambos foram selecionados pelo mesmo motivo crucial, não faria diferença. O que acontece é que eu valorizo tanto esta coisa sobre correr atrás do que você acredita que qualquer um que faça isso terá, automaticamente, o meu respeito (quase todos os personagens da Disney o fazem, mas estes são os meus favoritos).

Quem é seu vilão favorito e por quê? Sem nenhum pontinho de dúvida, Hades, de Hércules. Desde criança penso nele como alguém mal compreendido, e não mau, realmente (posso parecer legal, mas fiz com que meu pai decorasse todas as benditas falas do filme).

Um filme da Disney que merece mais destaque? Peter Pan: de Volta à Terra do Nunca. Conheço pouquíssimas pessoas que o assistiram, e ele é tão bonito... Ele conta sobre a filha de Wendy, que é levada por Peter à Terra Do Nunca, por engano. Ou seja: a inocência nunca morreu.

Uma cena da qual você gostaria de participar? Eu simplesmente adoraria tomar uma (ou meia) xícara de chá com o Chapeleiro e a Lebre malucos, em Alice No País Das Maravilhas. Nós poderíamos cantar e desejar um bom desaniversário às pessoas, e seria muito divertido!

Qual é sua canção favorita? Eu realmente tentei não citar o mesmo filme duas vezes, mas é necessário: Nesse Meu Mundo Só Meu, de Alice No País Das Maravilhas, novamente. Especialmente o momento em que ela diz "Quem me dera, que ele fosse A-ssim...". Ela é tão bonitinha *suspiro*.

Animação 2D ou 3D? 2D. Por mais que eu ache animações 3D muito bonitas e perfeitas. É só que o 2D é algo mais fantasioso e fofinho, e eu pertenci a esta geração.

Qual foi o seu primeiro filme da Disney? Branca De Neve e os Sete Anões. Ele era uma fita cassete, e rodou tanto que acabou derretendo em certos momentos. Perfeito!

Qual é sua frase ou citação favorita? "Não sou eu que estou confuso! Você nem sabe quem é!" Por mais que pareça ter vindo de Alice, foi dita por Pumba, em O Rei Leão. É algo como a frase dita por Gandalf "Nem todos os que vagueiam estão perdidos.". Sim, há uma semelhança, se você conseguir notar.

Algum filme da Disney te assustou quando criança? Eu tinha muito medo de Malévola, de A Branca De Neve, especialmente no momento em que ela se transformava em uma velhinha má.


quarta-feira, 6 de março de 2013

O Jogo Da Vida

Resenha: Adaptação Cinematográfica de Jogo Da Vida, de Jacques Vriens

"Aceite seus limites sem jamais desacreditar na capacidade de superação."

Lindo. Não há outra palavra que descreva Jogo Da Vida de melhor forma. Apesar de tratar sobre crianças, há significados e situações que me fizeram chorar tanto quanto em Uma Prova De Amor (que também fala sobre o câncer). A verdade é que eu procuro evitar filmes deste gênero, mas estes dois foram exceções. 

Jogo Da Vida é a adaptação cinematográfica de Achtste-Groepers Huilen, do escritor holandês Jacques Vriens. Ele conta a estória de Akkie, de 11 anos. Akkie é completamente apaixonada por futebol, e seus colegas e professores planejam um campeonato. Quando a doença é descoberta (leucemia), seus estudos e treinos precisam ser interrompidos, o que é um choque muito grande. Akkie, ao lado de seus melhores amigos, luta contra a doença e tenta voltar à sua vida normal de todo o jeito.
Meu personagem favorito é Brammetje. Ele é tão fofo que dá vontade de chorar (por mais estranho que isso possa parecer)! A professora Juf Ina (nomes holandeses parecem estranhos para mim) também é um amor, e eu achei seu relacionamento com Dr. Bigode muito bem pensado, da parte do autor.

Este foi o primeiro filme infantil em que eu consegui encontrar um triângulo amoroso: Akkie gosta muito de seu melhor amigo, que faz desenhos bonitinhos para ela, mas também passou a sentir algo por Joep, que é um garoto aparentemente mesquinho, mas se revela alguém muito sensível e especial. 
Eu também lutei contra o câncer em 2010, ou seja, tudo aconteceu ao mesmo tempo com Akkie e foi muito fácil de me identificar em certos momentos, como a descoberta ou a primeira impressão sobre o hospital e todos aqueles exames. Eu acho que Akkie sofreu um pouco mais com relação à reação de seus colegas de escola, em partes - os meus colegas foram um pouco mais receptivos sobre isto.

*spoiler*

Estou tentando entender o motivo que leva os autores a matarem as crianças com câncer a todo o momento. Eu acho que encontrar um livro ou filme onde o doente não morre é uma raridade - eu ainda estou procurando.

*fim do spoiler*

Penso que, apesar de os personagens serem praticamente crianças e o enredo parecer um pouco clichê, os adultos podem assisti-lo tranquilamente, como se fosse um Drama não-voltado para esta idade. O final, em minha opinião, poderia ter sido mudado, mas pode ser que outras pessoas não pensem assim, então tudo fica bem. Excelente. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Em Terras Tão Distantes...

Tag: Os 5 Filmes

"Em um filme, não importa o que é realidade; o que importa, é a imaginação que poderá ser dela extraída."

Bem... Eu sei que vocês, assim como eu, gostam de filmes. Esta é mais uma das tags respondidas por Tatiana, do canal tatianagfeltrin (se eu fico o dia todo assistindo seus vídeos? oh, não...). Eu só sei que já fui a vários lugares sem sair de dentro de minha casa - ou de salas de cinema - e me sentiria encantada se pudesse proporcionar esta mesma sensação a outras pessoas. Espero que gostem

Em que filme você gostaria de morar? Seria simplesmente fantástico para mim viver no mundo de O Senhor Dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Suas criaturas são tão ingenuas e perfeitas, e inteligentes e incríveis! E as árvores falam e se movem! Eu só sei que passaria horas a fio contando estórias para elas. Árvores se cansam de pessoas que contam estórias, afinal...? 

Que personagem você gostaria de ser? Sam, de As Vantagens De Ser Invisível, escrito por Stephen Chbosky. Levemos em consideração as inúmeras modificações que ela teve do livro para o filme, mas ambas as suas versões são fantásticas para mim. Eu acho que o principal motivo que me leva a desejar tal coisa é a possibilidade de ser amada por alguém tão fantástico como Charlie...

Que filme poderia ser modificado  no final? Marley e Eu, de John Grogan... Por que ele precisou ser tão triste? Por que os cachorros um dia se vão? Eu só queria fazer com que Marley encontrasse coelhos saltitantes e unicórnios, e outros cachorros como ele, como em Para Sempre Ao Seu Lado (onde toda a  espera foi recompensada, e foi tudo tão bonito). Nada de cenas onde os olhos se fecham, ou que envolvam macas de clínicas veterinárias. Nada disso.

Que filme você gostaria de ter feito? Qualquer um que envolvesse Harry Potter estaria ótimo para mim. Eu sei que, no fundo, participei de todos eles de alguma forma - mesmo que não tenha sido diretamente - mas seria fantástico passar por Hogwarts e escrever em pergaminhos, e ter minha própria varinha, assim como meu próprio patrono... *suspiro*

Qual é o melhor título de filme? Laranja Mecânica (originalmente Clockwork Orange, que seria algo como Laranja Com Engrenagens De Relógio). Isso porque eu adoro coisas que significam mais do que aparentam significar. Vocês já notaram que as engrenagens de um relógio podem ser controladas facilmente, ou que Orange lembra a palavra Orang? Orang-utan, talvez? Orangotangos são macacos treinados ou controlados facilmente (pensem em portas se fechando lentamente enquanto eu os observo malignamente)...