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domingo, 22 de junho de 2014

Tempos Difíceis Para Os Sonhadores

Resenha + Devaneios: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet

"Minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro! Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar esta chance, com o tempo seu coração se tornará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então vá em frente, pelo amor de Deus!"

Minha paixão pelo cinema Francês começa bem aqui. Você, por algum acaso, já notou como produções cinematográficas com roteiros bem pensados podem te fazer mudar de ideia? E será, então, que mudamos realmente de ideia ou só despertamos um sentimento que se mantinha (muito bem) escondido em nossos corações?

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain narra com uma delicadeza maravilhosa a história da jovem parisiense Amélie, que certo dia encontra uma pequena caixa escondida em seu banheiro. Ao abrir o pequeno achado, depara-se com o que foi o possível tesouro da criança que morou ali há pelo menos 40 anos, e decide encontrá-la. Estrategicamente devolve o antigo pertence a seu verdadeiro dono, que chora de emoção. Ali, quase que de uma hora para outra, Amélie passa a ver as pessoas de uma forma totalmente diferente, e passa a ajudá-las com pequenos - porém significativos - gestos. A moça sente falta, entretanto, de alguém que cuide de seu próprio coração.

Aviso não-muito-importante: Não sei se estou sendo justa ao escrever esta resenha, dado que a minha própria visão sobre pessoas tem mudado consideravelmente ao longo dos últimos meses... Aviso, então, que qualquer pensamento profundo, avoado ou insignificante NÃO é mera coincidência. Desde já, perdão por isso. xD

Acredito que todas as pessoas do mundo já passaram por uma situação parecida com esta. Se você não passou, eu sinceramente espero que passe logo!, mas é algo como pensar em algo insistentemente e receber uma prova concreta de que aquilo é real. A prova concreta pode vir de várias formas: através de uma canção, um livro, uma citação ou, neste caso um filme.
Acontece que sempre tive pensamentos um tanto semelhantes com relação às pessoas, mas ultimamente recebi diversas evidências que bateram direto no meu nariz e provaram que tudo aquilo poderia ser real. Estava sendo difícil admitir que meu sub-consciente sempre esteve certo, principalmente depois de algumas situações que envolvem relacionamentos de amor vs. ódio. Minha primeira prova concreta surgiu numa noite fria em que minha risada saía alta demais: ela tinha olhos brilhantes e usava uma blusa listrada. Minha prova me abraçou pela primeira vez, e foi aí que comecei a devanear incansavelmente sobre como TODOS deveriam ser conhecidos unicamente. E sobre paixões que vem e vão, e momentos que ficam na memória e nos fazem sentir saudades.
Apaixonei-me por pelo menos quatro pessoas diferentes depois que tentei seguir com isso, e cá estou eu dizendo-lhes que essa está sendo uma das experiências mais fantásticas pelas quais já passei durante toda a minha curta história de vida.

Como relacionar o parágrafo acima com o que estou tentando repassar-lhes sobre o filme, então...?
A coisa que mais gostei sobre Amélie é que o diretor teve o cuidado de tratar cada personagem como um ser único. Um bom exemplo disso é a narração sobre as coisas que cada um gosta, e também das que não gosta. Isso é uma ótima metáfora sobre: Trate as pessoas como seres únicos, também! Todos merecem atenção especial, e tem coisas para serem amadas sobre (cheguei à conclusão de que, às vezes, a coisa que nos faz amá-los é justamente o fato de serem tão detestáveis).
E a outra coisa que mais gostei é uma lição mais valiosa que diamantes: Nossos ossos "não são de vidro". Os altos e baixos da vida (mesmo que a segunda opção pareça aparecer com mais frequência por um determinado tempo - que por sua vez pode ser longo) servem como uma montanha russa de emoções que nos impedem de nos tornarmos pedras. A emoção de estar apaixonado por determinado período vale todas (e eu disse todas) as lágrimas derramadas pelo mesmo motivo. E isso acontecerá tantas vezes de maneiras diferentes que se torna inútil tentar controlar qualquer sentimento proveniente.
Nunca será igual, e é por isso que todo o término dói como se fosse o primeiro, e todas as vezes em que nos apaixonamos parece A Vez. Mas se lhes serve de consolo, lá fora há um universo gigantesco, repleto de criaturas fascinantes e diversas a seu próprio modo, para explorar.

Permita-se procurar. Deixar-se machucar. Chorar. Se apaixonar. Há um novo horizonte para todos que ousam seguir em frente...

PS: A trilha sonora do filme me faz imaginar pequenas vilas francesas repletas de pessoinhas baixas e interessantes. Passei mais tempo do que deveria observando o céu repleto de estrelas ouvindo-a na universidade.

sábado, 22 de março de 2014

Todas As Garotas São Princesas

Resenha: A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett

"Se sou uma princesa em trapos e andrajos, posso ser uma princesa por dentro. Seria fácil ser princesa se eu estivesse vestida com tecido de fios de ouro, mas há um triunfo muito maior ser princesa o tempo todo, sem ninguém saber."

Depois que li O Jardim Secreto há algum tempo, Frances tornou-se para mim uma daquelas escritoras que produzem obras nas quais eu mesma gostaria de chegar. Fiquei encantada quando, na estante de livros infanto-juvenis da universidade, encontrei A Princesinha.

A Princesinha citada no título chama-se Sara Crew, e não é, literalmente, uma princesa - ou é, se levarmos em conta o que ela diz o tempo todo, mas isso tornaria as coisas confusas. Apesar de ser órfã de mãe, a menina leva uma vida muito feliz com o pai, na Índia. Dono de grandes riquezas, o homem resolve envia-la então a Londres para fins acadêmicos. Quando algo inesperado acontece e as despesas do luxuoso internado não podem continuar sendo pagas, Sara precisa trabalhar como empregada e passar suas noites em um sótão frio junto com sua amiga (e ajudante de copeiras) Becky.

Considerei Sara uma personagem absolutamente fascinante! Acredito que isso aconteceu porque encontrei tracinhos de maldade em seus pensamentos mais profundos. Quando a inteligencia era usada contra Miss Michin e S tinha consciência disso era a coisa mais engraçada e perversa do mundo, tudo ao mesmo tempo. Sua evolução, assim como ocorre com os outros personagens de Frances em outras obras, também é notável. Depois de passar por situações complicadas suas ideias e pensamentos mudam (para melhor) de uma maneira fantástica - mas o mais importante é que ela nunca deixa de acreditar!

Há uma adaptação cinematográfica para o livro, produzida por Alfonso Cuarón, de 1995. Pude observar por algumas imagens e vídeos que os figurinos e cenários são muito bonitos, porém não posso aprofundar-me nisso porque ainda não o assisti na íntegra (quando o fizer adicionarei uma nota neste parágrafo).

Como ocorreu com The Secret Garden, apaixonei-me completamente pela história e personagens! O Jardim continua sendo meu favorito, mas recomendo A Princesinha com a mesma intensidade. O livro passa lições bastante importantes e que podem ser usadas por adultos, crianças e quem mais se sentir à vontade com isso nos momentos difíceis.

domingo, 9 de março de 2014

Duas Vezes da Mesma Maneira

Resenha: As Crônicas de Nárnia - Livro 4 (Príncipe Caspian), de C. S. Lewis

Clique aqui para ler sobre os livros anteriores.
"Há honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra."

Nárnia tem sido meu refúgio nesses períodos de crescer. É estranho se dar conta de que você está crescendo muito rápido, e não há mais volta no mundo real. Nestes casos precisamos sempre correr de volta, antes que o caminho desapareça. Tenho muita sorte por ter construído um mundo com palavras e livros, para onde sempre poderei voltar e me encontrar em meio às páginas, como uma folha prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo*.


No quarto livro, intitulado Príncipe Caspian, as coisas não estão nada bem no mundo de Aslam. Os animais falantes sumiram, assim como os centauros e as dríades. Telmarinos governam Nárnia, e fazem tudo para que os tempos felizes do passado sejam desacreditados pelas crianças e adultos. Caspian, herdeiro legítimo do trono, resolve então trazer de volta a era de ouro: aciona a trompa mágica que convoca Pedro, Suzana, Lúcia e Edmundo.

A principal diferença que notei por aqui foi a evolução de certos personagens, principalmente quando falamos de Suzana e Edmundo. Parece que os dois deixaram um pouco de lado as histórias de criança. Edmundo tornou-se nobre, e Suzana uma dama. Pedro permanece igual, mas vale lembrar que sempre pareceu maior que os irmãos caçulas. Com Lúcia ocorre o mesmo: ela ainda é uma menina doce e esperta, mas não minha favorita, pelo menos por enquanto.
Meu foco no livro, porém, deu-se por outra coisa: Aslam havia desaparecido para as outras crianças. Apenas Lucia, que continuava crendo, conseguia vê-lo. Me peguei pensando se coisas assim também acontecem conosco. Será que quando deixamos de acreditar em algo isso desaparece diante de nossos olhos, mesmo quando continua lá? E se isso ocorre, como somos capazes de vê-lo novamente? Isso me rendeu bons pensamentos.
Algo muito triste ocorre por aqui, também. Os primeiros irmãos vão embora de Nárnia, para nunca mais voltarem! Já aprenderam o suficiente, é o que diz o narrador. Despedidas sempre são tristes...

Este foi meu terceiro livro favorito, logo depois dos dois primeiros. É, também, meu filme favorito em toda a série. Não é tão fiel quanto o primeiro, mas no fim, quando The Call começa a tocar, é a cena mais emocionante do mundo. Maravilhoso! Recomendo que todos que iniciaram o livro leiam a sequência, pelo menos até aqui.

*Sangue de Tinta

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A Face do Mal

Resenha: American Horror Story Asylum, de Ryan Murphy

"Os piores monstros são, na verdade, as pessoas."

American Horror Story é uma mini-série norte-americana que retrata diferentes temas a cada temporada. Fui surpresa por ela quando, na segunda temporada, deparei-me com personagens tão fascinantes quanto os de minha série favorita, OZ (acreditem: isso é algo extremamente raro de se encontrar).

Asylum tem como tema principal uma clínica psiquiátrica intitulada Briarcliff - entretanto ainda não descobri se os loucos são os pacientes ou os responsáveis por eles - e seus médicos/administradores/doentes bastante peculiares. O passado é bastante abordado, assim como os tratamentos de choque utilizados com frequência por supostos doutores.
A jornalista Lana Winters acaba presa na clínica como uma suposta paciente (por ser homossexual), e a partir dali fatos estranhos se revelam. O sobrenatural fica por conta de possessão e extraterrestres, mas o que ocorre de fato é que podemos observar que o mal está, na verdade, dentro de cada ser humano, escondido por uma grossa cortina de veludo.

A história em si não teria me encantado se não fosse pelos personagens, meu ponto favorito. Lana foi a minha preferida por ser uma mulher tão forte e corajosa (mesmo que tenha se transformado com o tempo). Achei-a inteligente e sorrateira quanto aos mistérios que desvendou em Briarcliff. Jude também foi forte, corajosa, esperta. Creio que todas as mulheres que tiveram suas aparições me encantaram! (Não sei se Mary Eunice entra neste total, já que ela não era uma 'mulher', propriamente dita.)
Quanto aos pontos negativos, gostaria que a história dos extraterrestres com Kit tivesse sido resolvida diretamente, o que não aconteceu. Isso me deixaria bastante irritada se Lana Banana não tivesse revirado o fim da série e, como sempre, sido a personagem mais esperta entre personagens espertos.

Recomendo esta temporada sem um momento específico para assisti-la. Não é pesada, não é leve. Não é assustadora, e nem calma demais. É algo bem construído (exceto pela parte dos extraterrestres) e com personagens brilhantes, que pensam por si sós e não seguem nenhum padrão estúpido - o inteligente, o corajoso, o bom e o mau. Só gostaria que tivesse mais episódios, assim certos temas poderiam ser melhor analisados.
Caso se sintam curiosos: não recomendo a primeira temporada. Asylum a superou em todos os aspectos.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Debate do Século

Resenha: Zumbis vs. Unicórnios, de Holly Black e Justine Larbalestier

"Entre um unicórnio e um zumbi, com qual você preferiria ficar preso em uma mina?"

A discussão sobre quem era melhor começou no blog de Justine, e desde então ela e Holly organizaram um livro que contém doze contos: seis voltados a zumbis, e seis voltados a unicórnios.
O time zumbi, liderado por Justine, tem em sua equipe: Libba Bray, Cassandra Clare, Alaya Down Johnson, Maureen Johnson, Carrie Ryan e Scott Westerfeld.
O time unicórnio, liderado por Holly, tem em sua equipe: Meg Cabot, Kathleen Duey, Margo Lanagan, Garth Nix, Naomi Novik e Diana Peterfreund.

Algo que acontece comigo às vezes é que não vou com a cara de certos autores... Foi o que ocorreu com Justine quando li a introdução. O que pude perceber é que Holly sempre foi educada, analisando os dois pontos de vista, enquanto Justine defendeu o seu e unicamente o seu até o fim (mesmo quando disse coisas extremamente sem noção/estúpidas/desnecessárias). Certo, sei que elas estavam brincando, mas considerei Justine uma mala sem alças!... o que esperar de alguém do time zumbi, não é mesmo?

O que mais gostei no livro é que todos os contos são diferentes. Completamente diferentes! Cada autor criou seu próprio zumbi ou unicórnio, e é maravilhoso como uma base igual pode se transformar tanto em mentes diferentes. Foi fantástico poder ler sobre coisas iguais, porém transformadas e moldadas de acordo com a criatividade de cada autor.

Meus contos favoritos foram: 

Bulganvílias, Carrie Ryan
Mil Flores, Margo Lanagan*
O Cuidado e a Alimentação de Seu Filhote de Unicórnio Assassino, Diana Peterfreund*
Mãos Geladas, Cassandra Clare
A Terceira Virgem, Kathleen Duey*
Não necessariamente nesta ordem.
* = unicórnio

Destes, os que prenderam mais minha atenção e sobre os quais gostaria de me aprofundar são:
Bulganvílias, de Carrie Ryan: A personagem principal é uma menina muito forte e corajosa. O modo como o conto foi organizado (contado cenas passadas e presentes) fez com que ele parecesse muito mais longo do que é de fato, além de nos oferecer uma visão melhor dos personagens e da vida que levavam antes em poucas páginas.
O Cuidado e a Alimentação de Seu Filhote de Unicórnio Assassino, de Diana Peterfreund: Apesar do título extremamente longo (que me passou uma primeira impressão errada do conto - pensei que envolvesse humor) adorei o cenário onde tudo se passou. A escrita de Diana me fez imaginar todos os detalhes daquela tenta de aberrações no circo, o cheiro da palha mofada, o medo de ser descoberta, tudo. E há também, é claro, uma personagem feminina forte e destemida.
A Terceira Virgem, de Kathleen Duey: O unicórnio retratado no conto é muito diferente de todos os outros. Tão melodramático, esperto, voraz, cruel, mas ao mesmo tempo doce. É minha versão de unicórnio favorita.

Preciso avisar-lhes também que, apesar de possuir uma capa colorida e um design bonitinho, há contos muito interessantes e sérios. Obviamente há alguns engraçados, diferentes, que falam palavrões desnecessários aqui e ali, mas eles são a minoria. Isso é diferente do que pensei que seria, por isso decidi contar.

E meu time é..... *tambores*...... Unicórnio!!! Apesar de não ter gostado do retrato dos unicórnios feitos por alguns dos autores (principalmente Meg Cabot - ainda acredito que ela foi sarcástica) outras versões (como a de Kathleen Duey) me fizeram ficar fascinada por eles. Como são lindos e cruéis! Doces e malvados! São as criaturas mais interessantes que já vi.
Defendo meu ponto de vista dizendo que os unicórnios retratados no livro são melhores que os zumbis porque os autores do time de Justine tentaram criar zumbismanos, ou seja, zumbis humanos. É como ler contos que falam apenas de pessoas na maioria das vezes! Nem saberia diferenciar, se me pedissem. Já os unicórnios... Você perdeu, Justine!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Minha Mãe Sempre Dizia...

Resenha: Forrest Gump: O Contador de Histórias, de Robert Remeckis

"...É engraçado o que um jovem consegue se lembrar. Eu não lembro de quanto nasci, do que ganhei em meu primeiro natal, nem de quando fiz meu primeiro piquenique; mas eu lembro da primeira vez que ouvi a voz mais doce do mundo, e eu nunca tinha visto nada mais belo na minha vida. Ela se parecia com um anjo."

Lembro-me de que, quando eu tinha aproximadamente nove anos de idade, havia um professor que sempre fazia com que assistíssemos a este filme. Por algum motivo, nós tínhamos dificuldade de parar quietos, e por um outro motivo (talvez) nós nunca o terminamos. Mas de qualquer forma hoje lembrei dele, e o assisti até o fim, e descobri um novo filme favorito!

Forrest Gump conta sua própria história enquanto espera um ônibus. É uma das histórias mais curiosas que já ouvi porque Forrest tem certos problemas de QI e trata tudo com uma ingenuidade tão grande que chega a ser bonito. Com seus quarenta anos de vida, narra fatos como a guerra do Vietnã e a morte de Kennedy, sem nunca esquecer seu amor de infância, Jenny.
Aposto que se vocês observarem a sinopse assim não se sentirão tão interessados, mas quando forem assistir ao filme poderão ver que é muito mais que isso! Forrest está sempre cercado de muitos outros personagens fantásticos - eu só vi algo parecido quando assisti O Curioso Caso de Benjamin Button (que, por sua vez, é um dos meus filmes favoritos também).

Minha parte favorita da história é a ingenuidade do personagem que a está contando. Ele faz com que tudo pareça tão puro, bonito e fácil, e a visão que ele tem de Jenny (seu amor), me fez lembrar de que se eu tivesse alguém que me visse desta forma - como Gump vê Jenny - eu não precisaria de mais nada no mundo. Acho que todos deviam se sentir amados assim pelo menos uma vez na vida.
Também há outra coisa na qual fiquei vidrada: a soundtrack! Há canções de Elvis, (e ele mesmo tem sua aparição no filme!). As músicas são o máximo.

Recomendo muito que assistam ao filme, mas se quiserem seguir meu conselho, esperem por um momento onde as coisas estiverem calmas. Talvez vocês entendam o motivo quando terminarem. 
Eu adoraria saber o que vocês acharam dele caso assistam, então o box de comentários está logo abaixo...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Era um Anjo

Resenha: O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon

"De vez em quando surge um cavalheiro que revela um pedaço do desconhecido. Começam por lhe rir na cara. Algumas vezes levam-no para a cadeia, porque ele perturba toda a ordem. Mais tarde, quando descobrem que tinha razão e já está morto, erguem-lhe uma estátua. É o que eles chamam de gênio."

A primeira vez que vi este livro ele estava nas mãos de uma pessoa que admiro muito. Ela é uma das pessoas mais calmas que conheço neste mundo, e dava palestras mais calmas ainda na escola onde cursei meu ensino fundamental. Acho que livros favoritos dizem muito sobre as pessoas, e pelo visto ela estava gostando de ler este, por isso o procurei agora.

'O Menino do Dedo Verde' na verdade se chama Tistu e tem oito anos de idade. É enviado à escola por sua mãe, que até então o ensinava em casa, por conta própria. Mas acontece algo inesperado: o menino dorme assim que ouve a voz do professor. Por esta razão seu pai decide fazê-lo aprender os assuntos que vão lhe servir na a vida. Durante seu primeiro aprendizado com o jardineiro Sr. Bigode, Tistu descobre que tem o polegar verde! As flores crescem quase imediatamente quando ele toca o polegar em qualquer superfície, e ele aprende a usar esta espécie de poder para ajudar quem precisa de felicidade.
O que ocorre com esta estória é que, como em O Pequeno Príncipe, ela nos narra muito encontros de personagens. Cada personagem tem algo muito importante a dizer, e também sua própria maneira de fazê-lo. Sendo assim, não é só Tistu que aprende: nós leitores aprendemos com ele.

Meus personagens favoritos são o Sr. Bigode e também o pônei Ginástico. Sr. Bigode mostrou sua personalidade logo no início, mas Ginástico foi misterioso e demorou um pouco mais, acho que foi por isso que gostei tanto dele (também foi por causa do nome engraçado).
Outro dos pontos que se destacaram para mim foram os pensamentos e frases muito bonitos. Eles dizem coisas simples e nos mostram quanto perdemos tentando pensar em algo muito complicado, quando na verdade a solução estava diante de nossos olhos.

Acho que crianças e adultos terão uma visão diferente do livro se resolverem lê-lo, mas acredito que se torne interessante para ambos. Além do mais, a narrativa é absolutamente fácil, então leiam assim que encontrarem!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Sei Que é Maluquice

O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger

"Não devíamos contar nada a ninguém. Quando contamos, começamos a sentir falta de todo mundo."

Um amigo muito querido me contou em um dia difícil que este foi seu livro favorito na adolescência. Já o havia visto outras vezes, inclusive no livro que marcou a minha adolescência. Contei a ele sobre isso, e o amigo emprestou-me seu próprio exemplar, com suas próprias anotações e suas próprias marcas. Achei isso algo fantástico porque imaginei que quando eu estiver mais velha poderei emprestar meus livros. Contar a outras pessoas que eles eram meus favoritos e fazê-las se sentirem melhor. Livros levam muitas histórias além daquelas que neles foram impressas.

Mas, ignorando as outras histórias momentaneamente, a que foi impressa neste aqui conta sobre um jovem chamado Holden, que vem de Nova Iorque. Holden não tem um bom histórico escolar. Foi expulso mais de uma vez, e agora, novamente. Por isso o rapaz decide voltar para casa mais cedo, e passa um final de semana vagando pelas ruas, procurando pessoas que para ele foram importantes, pensando melhor sobre si mesmo e o comportamento dos que o cercam.

Holden é alguém muito interessante. De verdade. Nunca vi um personagem como Holden antes, e já li muitos outros livros por aí. Outro personagem que me cativou foi o Professor Antolini. Às vezes encontramos estes professores que ouvem e entendem melhor do que qualquer pai ou amigo.
Uma das coisas que mais gosto de estudar é o comportamento humano, e, em suma, é sobre isso que o livro fala. O personagem principal simplesmente se cansa de tudo. Acha que o fim chegou e o sentimento de confusão é algo sempre presente. Isso não te parece familiar?

Preciso confessar, porém, que além de Holden não houve nada atrativo. Nada me fez sentir curiosa ou com vontade de ler tudo de uma vez. Então me dei conta de que meu livro favorito também não conta nada assim. Só sobre uma mente agitada. O que acontece ali é que vemos a nós mesmos alguns anos, ou meses, ou semanas antes. Nós fazemos a história tornar-se especial.

Ps:. Como podem ver, não tenho muito a dizer por aqui. O que tenho em mente é difícil explicar, como acontece na maioria das vezes, mas bem lá no fundo O Apanhador no Campo de Centeio me fez sentir melhor. Me fez ver que não sou (ou era) a única confusa neste mundo. Que todos temos aqueles momentos onde caímos sem parar, e parecemos nunca tocar no chão. É... união. Foi disso que mais gostei.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Então Eu Contei a Ela...

Resenha: O Contador de Histórias, de Luiz Villaça

"Então eu fiz a única coisa que podia fazer: chorei. Mas com o tempo, descobri que nem chorar eu podia."

Estava quase aborrecida por este ano chegar ao fim sem nenhum novo filme favorito para adicionar à minha lista, porém, SURPRESA! Encontrei este! E ele já estava em meu computador há dias, imaginem, esperando para ser assistido. 
Minhas primeiras experiências com filmes brasileiros nunca foram muito legais, e talvez por isso eu os tenha desviado por tanto tempo. Quanta bobagem, não é? As pessoas nunca são quem achamos que elas são na superfície, então por que os filmes seriam? Prometi procurar por mais destes no ano que está por vir.

O Contador de Histórias é baseado em fatos reais, e narra a trajetória Roberto Carlos Ramos (um dos dez melhores contadores de histórias do mundo!). A época retratada são os anos 70, e tudo ocorre em Belo Horizonte, onde Roberto vivia com sua mãe e nove irmãos. A vida da família começou, porém, a declinar, e a mãe viu-se obrigada a colocar Roberto numa instituição chamada FEBEM, que prometia, por meio de comerciais de televisão, tornar as crianças grandes doutores. Lá, no fim das contas, as coisas não eram tão agradáveis, e o menino usou a criatividade para atingir objetivos particulares.
Com o tempo, Roberto cresceu, e com ele a curiosidade sobre o mundo lá fora. Com outras crianças, ele foge e é capturado diversas vezes. O que ele encontra lá fora não é muito bom, mas é preferível (em sua mente) aos castigos morais e físicos sofridos. Roberto era classificado como um adolescente irrecuperável, mas sua vida muda quando Margherit surje. A pedagoga francesa desperta no garoto coisas que ainda não haviam sido descobertas, e mostra a ele algo sobre o qual a existência ainda era duvidosa: o amor fraternal.

Bem no início do filme, achei que tudo fosse uma tristeza sem fim. Não consigo, ainda, pensar que tal coisa é baseada em fatos reais, e quando penso que a realidade ainda pode ter sido pior sinto um enjoo gigantesco, que seria capaz de me fazer vomitar. Graças a Deus as coisas para Roberto melhoraram, mas e todas as outras crianças na rua?... Isso é horrível de se pensar, mas, ao mesmo tempo, nos retira do torpor do alienamento. Nos move para algo.
Minha personagem favorita é Margherit. Oh, se todas as pessoas fossem como Margherit! O mundo seria algo encantado. Deveríamos, nós mesmos, sermos iguais à Margherit. Ajudar as pessoas, uma de cada vez (e ter mais paciência com elas).

Recomendo este filme muito, e a todos! É tão bonito quando esses pontos de esperança surgem em lugares improváveis, e sei que todas as pessoas no mundo devem gostar disso também, inclusive você, se estiver lendo isso. Então, se quiser conversar depois de ver, lembre-se de que estarei aqui, logo a baixo! Até logo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Resenha: Um Conto de Natal, de Charles Dickens

"Scrooge era bastante inteligente para compreender que nada de bom se passa em nosso planeta que não comece por provocar a hilaridade de certas pessoas."

Uau! Vocês estão conseguindo acreditar e processar a ideia de que já é natal? Alguém, como eu, está cogitando a ideia de construir uma máquina do tempo e voltar para o passado só para viver tudo de novo? Encontrei este livro em um de meus blogs favoritos, e me surpreendi com o fato de que desconhecia a origem da estória que inspirou tantos filmes e desenhos animados.

Aposto que você ainda não está reconhecendo este título, mas Um Conto de Natal conta sobre um velho rabugento chamado Scrooge, que glorifica o trabalho e fica tão obcecado por dinheiro que não gasta o que tem, e está sempre em busca de receber mais. Na noite da véspera de natal, porém, Scrooge recebe a visita um tanto quanto inusitada do sócio falecido há sete anos, que por sua vez anuncia a chegada de três outros espíritos, respectivamente: o espírito do natal passado, o espírito do natal presente e o espírito do natal futuro. Durante esta trajetória o personagem principal vivencia diferentes momentos da própria vida e até mesmo da vida alheia, surpreendendo a si mesmo e recuperando o real sentido do espírito natalino.

No início, senti um ódio descomunal por Scrooge! Não engulo em momento algum pessoas que são assim com outras, e que, ao invés de aproveitarem o pouco que temos de amor entre todos os semelhantes na terra, se preocupam com o tempo que passamos guerreando, odiando, gritando, ignorando completamente o pouco de paz que ainda nos resta. 
Mas então, ocorreu uma das coisas que eu mais amo e aprecio nos livros: A MUDANÇA COMPLETA DO PERSONAGEM! (Desculpem por usar letras maiúsculas, mas a intenção era realmente gritar, de tanta felicidade!). Scrooge se transforma e nós também, junto com ele.

Sobre as adaptações feitas sobre o conto, são tantas que nem pude lembrar. As únicas mais nítidas para mim são um filme da Barbie e uma curta do pato Donald. A adaptação oficial, por assim dizer, chama-se Os Fantasmas de Scrooge: uma animação incrível que conta com a participação de Jim Carrey. 
Inclusive, o filme vai ser exibido na TV aberta na noite da véspera de natal! 

É meu primeiro natal por aqui, então eu só gostaria de dizer que eu quero que todos vocês tenham um natal mágico, e desejo que cada um ganhe muitos e muitos livros de presente! FELIZ NATAL! ♥

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

E o Que é Bom em Breve Será Belo

Resenha: Extraordinário, de R. J. Palacio

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo."

Extraordinário é um dos livros que mais se destacaram nos últimos meses deste ano, e estou muito feliz que finalmente consegui lê-lo, e que o achei tão bonito!

Extraordinário é mais um destes livros que só contam como as coisas acontecem o tempo todo e mostra a evolução dos personagens ao decorrer das páginas - a maioria de minhas coisas favoritas (filmes, livros e séries) seguem este padrão, o que é maravilhoso, porque eu tinha uma grande tendência a gostar desta obra desde o início! 
August (ou Auggie) é nosso personagem principal. Ele possui um tipo raro de má formação nos ossos do crânio e da face, o que o faz parecer um pouco diferente quando próximo às outras crianças. Auggie sempre estudou em casa, mas foi encorajado pelos pais a entrar em uma escola de verdade, com colegas de verdade e professores de verdade. Nesta nova escola, o garoto presencia todo o tipo de evento, sente coisas que ainda não havia sentido e faz amigos que nunca havia conhecido.

Uma das minhas coisas preferidas no livro é, além dos preceitos do professor de Inglês, o fato de que cada personagem possui um espaço para narrar seu ponto de vista. August, Via, Miranda, Jack, Summer... Quase todos eles. 
Destes personagens, o meu favorito foi a Summer (amiga de Auggie). Primeiro porque o nome Summer me trás lembranças de uma mulher forte, destemida e independente, e segundo porque ela parece muito diferente de todas as outras crianças: mais criativa, esperta e todas estas coisas. Via (irmã de August) também possui um ponto de vista interessante, e gostei bastante dela e da posição por ela ocupada.
Não posso esquecer de citar Julian... Julian me lembrou vários colegas do ensino fundamental. Será que todas as crianças precisam passar por essas coisas? Sofrer na mão de riquinhos que não tem nada a mais para fazer, a não ser ostentar seus objetos de valor, porque não tem nenhum tracinho de bondade e inocência? Isso me enoja. 

O livro mostra, principalmente, a evolução de Auggie. Eu achei que isso foi tão lindo, porque ele não se tornou o alguém ruim que poderia ter se tornado. Gostei muito de acompanhá-lo nisso, e foi uma viagem de volta ao ensino fundamental, quando nossos maiores problemas eram os Julians (e, no meu caso, o Lorde Voldemort!)... Apesar do sucesso, porém, não achei Extraordinário extraordinário, se é que me entendem... Foi como com A Culpa é das Estrelas, sabem como é? Quando suas expectativas estão muito altas?... 
Apesar disso, recomendo-o sim! Só recomendo, junto com o livro, que não esperem tanto assim, para não acabarem decepcionados, certo? Contem-me o que acharam quando terminarem! Até mais ver!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Senhorita Ilusão

Resenha: A Marca de uma Lágrima, de Pedro Bandeira

"Tanto se perde no caminho do coração ao cérebro, do cérebro à boca, da boca à mão e da mão para o papel..."

Não é maravilhoso como todos os meus últimos posts falam de minhas coisas favoritas? E este também fala de uma nova coisa favorita! Um novo livro favorito! 

A Marca de uma Lágrima conta a estória de Isabel, que apaixonou-se pelo primo Cristiano desde a primeira vez em que o viu. O que ocorre, porém, é que Cristiano gosta de sua melhor amiga, Rosana. Com o coração nas mãos, Isabel passa a escrever cartas com poemas para que Rosana entregue ao seu amado, como se as mesmas não fossem de sua autoria, mas testemunhassem o amor entre a rival e o primo. Cada vez mais Isabel afunda na dor daquele amor não correspondido, lutando contra a dor, um crime misterioso e seu pior inimigo: ela mesma.
Isabel é uma personagem extremamente bem construída. Digo isso porque não foram necessárias descrições que dissessem que ela era inteligente, ou que ela gostava de escrever, ou que ela precisava de ajuda com relação aos seus próprios sentimentos. Isso é algo que pude encontrar sozinha, através dos poemas e dos pensamentos, que é, em minha opinião, a coisa mais maravilhosa que pode ocorrer num livro.

Assim como Isabel, também sofro com este Inimigo que nos observa do outro lado do espelho. Ele diz coisas tão ruins, e o pior nisso é que nós duas acreditamos firmemente que tudo é verdade. Felizmente, temos nossos Fernandos, que nos fazer acreditar por um minuto que somos alguém importante. Há, também (e isso não é mais feliz, é triste) nossos Cristianos que, de certa forma, tornam-se inimigos poderosos.
É tão bom e estranho se identificar tanto com algo que foi criado por alguém que você não conhece pessoalmente...

O livro aborda de uma maneira leve e pesada, dolorosa e doce, triste e feliz, o amor. O amar alguém tão fortemente. Trata de insegurança, medo, perda e poemas. E os poemas... Ah, os poemas... 
Espero que vocês o leiam e encontrem nele tanto quanto eu encontrei de mim mesma. Só lembrem-se: Sempre quero conversar!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Te Vejo Nos Meus Sonhos

Resenha: O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

"Agora eu sei que tenho um coração, pois ele está doendo."

Nesta semana, quando passeava (novamente) por entre as estantes da biblioteca da escola - coisa que andei fazendo muito nos últimos tempos - encontrei este livro tão bonito! O Mágico de Oz é uma das minhas estórias favoritas porque, quando eu era criança, tinha um áudio-book que a contava. Eu o ouvia muito, e até hoje lembro da maior parte das falas. 

O Mágico de Oz conta a triste/feliz estória de Dorothy, que vive no Kansas e é levada por um furacão com seu cãozinho Totó. Quando sua casinha finalmente cai, a menina se vê em um local realmente estranho. Logo alguns moradores aparecem para ajudá-la, e recomendam que siga uma estradinha de tijolos amarelos que a levará até o poderoso Oz. No caminho, Dorothy faz três amigos que também tem desejos: Um homem de lata que quer um coração, um espantalho que quer um cérebro e um leão que quer coragem.

Meu personagem favorito é o Lenhador. Ele é o mais bondoso e adorável de todos para mim. Na verdade, se observarmos direito, todos são adoráveis, pois pensam que não são bons o suficiente e, desta forma, fazem tudo para serem pessoas melhores. Nunca desistem de si mesmos. São personagens tão bonitinhos.
Agora... Sei que diz "resenha" no título, mas o fato é que eu nunca conseguiria dizer o que mais gosto e o que menos gosto, porque tais coisas não existem. Eu gosto muito de tudo, e não deixo de gostar de nada. Procuro não colocar aqui os livros que tem um valor emocional para mim, mas preciso recomendá-lo! 

O Mágico de Oz é um daqueles livros que são tratados como obras escritas para crianças, mas na verdade, se pararmos para observar, veremos muito mais. Veremos que somos o que acreditamos que somos. Somos espertos ou bobos, corajosos ou medrosos, amorosos ou frios. Mas só nós mesmos podemos controlar tais coisas. Espero que lembrem-se disso sempre que alguém disser que você não tem chances, ou que não é bom o suficiente. Pois todos somos mais. Muito mais!

(Vale à pena dar uma olhada no filme Oz: O Mágico e Poderoso, que conta a estória do suposto-mago Oz! É maravilhoso!)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Toda a Revolução...

Resenha: Adaptação Cinematográfica de Em Chamas, por Francis Lawrence

Resenha do livro

"A sorte NUNCA está ao nosso favor."

Nunca imaginei que uma estréia que não fosse referente a Harry Potter pudesse ser tão grandiosa! Me surpreendeu muito que tantas pessoas esperassem comigo para que pudéssemos ver isso. Assisti ao filme no Domingo, e preciso dizer que a espera valeu muito à pena!

O texto que se segue pode conter spoilers

Esta é, de longe, uma das melhores adaptações que já vi na vida! Ainda referente à fidelidade com relação ao livro homônimo isso superou Harry Potter em diversos pontos, que tem as melhores adaptações depois de O Senhor dos Anéis, na minha opinião. Até os mínimos detalhes foram adeptos com precisão. A única cena da qual senti falta foi a que mostrava duas garotas buscando o Distrito 13. O relógio mockingjay também não deu sinal de vida. Mas foram os únicos furinhos que realmente representaram algo para mim.
Outro dos pontos que pude observar foi que o diretor optou por exibir a parte política tanto quanto parte que mostrava a ação. Para que tenham uma ideia, a arena só dá as caras depois de uma hora e meia de filme.

Todas as atuações foram espetaculares! Johanna superou muito minhas expectativas, e acredito que a de todos os tributos. (F****-se!!!/Não falei com você.) Jennifer estava maravilhosa com aquele vestido de tordo, sem comentar sobre aqueles gritos! Que coisa agoniante!
Ainda na faixa pré-fantasia, nunca vi um filme que tivesse uma trilha sonora com tantas das minhas bandas e cantores favoritos. Foi lindo para mim. Mas quanto ao instrumental, não achei que superou o primeiro filme.

As partes das quais mais gostei foram, praticamente, as mesmas que adorei no livro. O momento em que o idoso ofereceu os três dedos a Katniss, as palavras solidárias sobre Rue, a pintura de Peeta durante a demonstração das habilidades, o espancamento de Cinna, a corrida para escapar da névoa, os pássaros que imitavam gritos (achei que esta cena pudesse ser um bocado mais loga, mas está certo). Foi tudo incrível, maravilhoso, exatamente como eu havia imaginado. Tudo isso sem contar com a metamorfose do Mockingjay no início dos créditos finais! Uau!!!
As coisas que me deixaram um pouquinho aborrecida foram a arena, que não pareceu tão desesperadora quanto os pensamentos de Katniss mostraram (não havia sinal de relva a vista, só mar, mar, mar) e a parada cardíaca de Peeta.

Adoraria conversar com tributos sobre como isso foi incrível! Então apareçam nos comentários, sim? Foi lindo!

PS: Mesmo com uma adaptação tão bonita, ainda digo que leiam, por favor, os livros. A personalidade dos personagens acaba sendo moldada através de seus olhos e as coisas ficam tão mais emocionantes quando você sente e vê através de um olhar mais direto, como se estivesse lá. Com os livros eu quase pude sentir o cheiro do sangue e rosas de Snow quando ele apareceu na tela. Não usem os filmes como única opção, e sim como um complemento (neste caso um complemento BOMBÁSTICO!!!).

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mundo Selvagem

Resenha: Skins UK (1ª e 2ª temporadas)

"É como uma decisão viver rápido e morrer jovem. Nós tivemos a visão do mundo e agora vamos nos divertir um pouco."

Sabem, acaba de acontecer algo realmente legal! Descobri que este é minha centésima postagem, e estou aqui para contar sobre minha nova série favorita. É sempre tão bonito quando temos um novo favorito, porque eles são realmente difíceis de encontrar. Assim como meus outros favoritos, este parece ter chegado tão sorrateiramente, em um momento tão certo... 

Skins é um drama inglês que não possui um roteiro específico, e foi isso que mais gostei nele. Essa série só fala sobre como as coisas acontecem às pessoas o tempo todo e sobre como isso pode ser difícil.
Nas duas temporadas que assisti, os representantes são o que os fãs chamam de primeira geração (isso porque a geração muda a cada duas temporadas). Cada temporada possui dez episódios com cerca de quarenta e cinco minutos de duração. Outra de minhas coisas favoritas é que cada episódio retrata um personagem diferente, e no fim ganhamos dois episódios para amar ou detestar cada um.

Meus personagens favoritos foram Jal e Tony. Gostei de Jal desde seu primeiro episódio. Com Tony as coisas foram um pouquinho mais complicadas, pois eu o detestava mais do que todos os outros, e demorou para que eu notasse que ele se parece um pouco com alguém, e que as pessoas podem mesmo mudar se elas quiserem.
Um dos motivos pelos quais comecei a assistir Skins foi que alguns amigos já haviam me comparado a Cassie algumas vezes. Isso, em geral, me deixava um pouco irritada. Não fico mais tão irritada, e no fim passamos por coisas parecidas, que me ajudaram, e que a ajudaram. Não quero me aprofundar nisso, pois ninguém precisa (ou quer realmente) saber de nada.
Agora, minha temporada favorita foi a primeira. Wild World no fim foi só estranhamente emocionante, e tocou tanto meu coração que ainda ouço esta canção todos os dias. Além disso, as coisas não estão tão ruins. Não estão tão pesadas. Amigos não precisam se separar quando vão à faculdade e de certa forma é o que está acontecendo com os meus próprios amigos, e comigo também. O que é triste. E o que me fez gostar tanto disso.

Várias resenhas que li trataram Skins como algo que influencia adolescentes/crianças a usarem drogas. Não penso desta forma. Em primeiro lugar, porque estamos cientes de que cultura da Inglaterra é notavelmente diferente de nossa própria cultura, e em segundo, porque crianças não deveriam estar assistindo Skins. Não aconteceu comigo, e é a visão que tive de tudo. Pode ser que eu tenha passado por certas situações que não me fazem sentir interessada ou algo... só não me senti influenciada.

Gostaria muito de conversar com alguém que assistiu a série e achou-a muito, muito legal, ou apenas legal. Só gostaria de conversar. Então se vocês viessem aos comentários seria adorável... 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Carrie, Carrie, Carrie

Resenha: Carrie, A Estranha, de Stephen King

"Ela não era um monstro. Era só uma garota."

Carrie, A Estranha, teve uma nova adaptação para o cinema em 2013. Fiquei realmente curiosa sobre o filme, que será lançado em Dezembro (e provavelmente não aparecerá por aqui). Meu desejo de saber mais foi tanto que acabei ficando com o livro, mesmo que não estivesse realmente empolgada com ele. Preciso dizer que continuo ansiosa sobre o filme, mas por enquanto vou contar-lhes o que achei daquele que começou tudo.

Acredito que conheçam a estória da destruição da cidade de Chamberlain. Carrie é triste e oprimida pela mãe, uma fanática (não estou exagerando, acreditem) religiosa. Na escola, esta garota sempre se sentiu deslocada, nas margens e nunca no centro, sempre maltratada pelos colegas da mesma idade, que nunca procuraram entender sua aparência ou comportamento. Levava uma vida realmente triste, até estar consciente de que possuía certos dons telecinéticos: mover objetos com a mente; quebrar, jogar, derrubar coisas. 
Senti certa compaixão para com Carrie. Ela é uma personagem realmente interessante, só não teve muitas oportunidades para demonstrá-lo. Poucas pessoas para ouvi-la... Ninguém conhecia Carrie verdadeiramente, nem a própria mãe, e é quase assustador ver a metamorfose pela qual ela passa depois da descoberta sobre os poderes. 

O que mais gostei na obra foi, justamente, a metamorfose. Gostei de como Carrie evoluiu e de como tomou as rédeas da situação fortemente, apesar de ter tudo para não dar certo, como ela mesma sabia.
O que menos gostei foi da narração. Nunca gostei realmente da escrita de Stephen, e preciso dizer que não entendo muito bem os motivos pelos quais ele é tão vangloriado. Apesar de curto, demorei séculos para terminá-lo, e quase soltei-o próximo ao fim, mas me contive. É algo realmente pesado para se ler durante o dia.

Já foram lançadas duas adaptações (sem contar com a mais recente, que ainda será lançada), uma delas em 1976 e outra em 2002. Até então, só assisti à última versão. Fiquei mesmo satisfeita com tudo. Nada foge muito do livro, e as coisas são mesmo mais calmas se analisarmos - pois os pensamentos de Carrie não aparecem no filme, nem o comportamento tão exagerado de sua mãe (não tanto quanto no livro, claro). 
A versão de 2013 teve como atriz principal Chloe Moretz. Em partes, é por isso mesmo que quero assisti-lo. Os pôsteres estão muito bizarros e fantásticos ao mesmo tempo, e espero que seja bom o bastante para ter uma postagem só para ele.

Creio que a leitura tenha parecido tão pesada para mim por causa do meu gosto literário mais voltado à aventura, à ficção. Recomendo que, se você for como eu, comece por algo um pouquinho diferente. As Virgens Suicidas, talvez... Não partam para Carrie sem mais nem menos. 
(E se vocês quiserem ler para saberem de verdade o que aconteceu com a garota, não o façam. Stephen não conta!)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Romance da História da Filosofia

Resenha: O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder

"Mas quando mais pensava sobre o assunto mais claro lhe parecia de que, no fundo, saber que não se sabe também é uma forma de conhecimento."

Mais do que um livro, agora tenho um autor favorito! Nunca me cansarei de dizer que encontrar livros assim é a coisa mais maravilhosa do mundo. Quando você acaba de ler algo e descobre que, de repente, tornou-se diferente do que era antes de começá-lo. Sempre gostei de Filosofia, e agora me apaixonei por ela de vez.

O Mundo de Sofia conta sobre Sofia (nem imaginava!), que, alguns dias antes do aniversário de quinze anos, passa a receber bilhetes e cartas um tanto quanto estranhas, todos anônimos. Os bilhetes fazem perguntas bastante reflexivas como "quem é você?" e "de onde viemos?", até que, por fim, é convidada a fazer um curso de Filosofia. De carta em carta, somos também direcionados a diferentes períodos da história da Filosofia, aprendendo junto com a personagem.
Adorei Sofia. É raro quando não me irrito com os personagens principais de alguma forma, então preciso ressaltar o fato de que não tive problema algum com ela. Alberto também é muito bom (os dois Albertos).

Acho que, em toda a minha vida, nunca li um livro que me ensinou tanto. História, Filosofia... Nem na escola aprendi tantas coisas! Também é interessante ver a interpretação da personagem, que algumas vezes foi diferente da minha e ajudou-me a pensar de uma forma contrária.
Nenhum momento foi ruim ou tedioso, mas confesso ter me arrastado um pouquinho na parte que tratava do Helenismo. Também fiquei um pouquinho confusa no quase-fim, durante a confusão do jardim, como se o autor tivesse esquecido um pouquinho do que era no início, mas isso acontece em algumas estórias, então não me importei realmente.

Recomendo esta obra com muito amor! Foi um dos melhores livros que já li, e considerem que já li muitos, muito livros. Até pensei em uma possível faculdade de Filosofia. Sei que vão gostar tanto quanto eu, e estarei sempre aqui para conversarem sobre quando terminarem.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Todas As Estrelas Acabam Caíndo

Resenha: Através do Espelho, de Jostein Gaarder

"Enxergamos tudo em um espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir este espelho, enxergaríamos muito mais coisas, porém, não veríamos mais a nós mesmos."

É muito esquisito quando um livro curto consegue nos prender tanto, ou nos ensinar tanto. Foi mais estranho ainda, para mim, encontrar um livro onde a doença não fosse tratada de uma forma dramática. Não chorei porque tudo foi muito triste, mas porque tudo foi muito bonito. Porque, finalmente, encontrei um livro que descrevesse direitinho como são as coisas de verdade, sem fantasias gigantescas para parecer mais afável, e mesmo assim tornou-se uma das estórias mais bonitas que já li.

Através do Espelho conta uma estória um pouquinho complicada, porque a personagem sobre qual giramos em torno não está completamente consciente sobre o que está acontecendo. Depois de algumas páginas, podemos ver que ela está muito doente, e não quis continuar o tratamento, pois de nada adiantava. Entendi que Cecília, a menina, está com um tipo de tumor que voltou com mais força depois de um tratamento já realizado. Isso pode acontecer com certos pacientes. Cecília está próxima de se tornar um anjo, mas ainda não entende direito sobre como é ser um deles, e até se sente um pouco amargurada com relação a Deus. Então, passa a receber visitas de um anjo de verdade, chamado Ariel, que diz ter saído do outro lado do espelho e os dois compartilham informações sobre a vida na terra e a vida nos céus. 

Eu adoro o anjinho Ariel, porque é muito bom da parte dele visitar Cecília para prepará-la para a viagem até as mãos de Deus. Adoro as histórias que ele conta, e adoro o fato de ele ser tão bonzinho. Cecília também é uma menina muito esperta, que contou ao anjo com as próprias palavras sobre como é ver, cheirar, sentir e escutar. Contou com suas próprias palavras o que é ser um ser humano, e eu gostei muito de como fomos descritos.

Estou muito feliz, porque acho que acabo de encontrar meu novo escritor favorito, e algo novo para me ocupar! Logo depois que terminei Através do Espelho, corri para O Mundo de Sofia, que é um livro muito inteligente, e que está me ensinando muitas coisas também. Estou gostando muito mais de Filosofia agora, e dado que eu já gostava muito antes, é uma grande coisa. Pelo que pude ver, este é um assunto bastante debatidos nos livros de Gaarder.

Este é um dos meus novos livros favoritos, então é evidente que recomendo! Para todas as idades, contanto que você não seja muito sensível sobre assuntos como religião. Foi tudo bem para mim ter uma visão diferente de Deus e do céu, mas sei que é diferente para algumas pessoas, então este é o único problema que consegui enxergar. Gostaria muito de conversar com pessoas que leram, então estou nos comentários!
(Vou resenhar O Mundo de Sofia assim que terminar de lê-lo).

domingo, 13 de outubro de 2013

Escolhas

Resenha: Divergente - Livro 1 (Divergente), de Veronica Roth

"Os humanos não toleram o vazio por muito tempo."

Cá estamos nós com Divergente (eu prometi que leria, não prometi?). Meu interesse sobre esse livro aumentou depois que li a trilogia Jogos Vorazes, já que alguns leitores me afirmaram que seria tão boa - ou quase tão boa - quanto. Assim como Hunger Games, Divergente é uma distopia. 

Em Divergente (o primeiro livro da série com o mesmo nome), somos apresentados aos personagens principais e suas facções. É uma visão pós-apocalíptica do planeta que, por sua vez, foi dividido em partes que culpam determinadas razões sobre o fim do mundo, entre elas estão: a abnegação, a amizade, a audácia, a erudição e a franqueza. Aos dezesseis anos, todos os jovens são enviados para uma espécie de seleção, onde os mesmos decidem que rumo tomar - escolher a facção na qual você será feliz, deixando sua família, ou encontrar sua felicidade em um local que te deixará próximo aos entes queridos, mas nunca totalmente satisfeito. Beatrice (ou Tris) pertence à abnegação, mas fica com uma dúvida cruel sobre que escolha tomar depois do teste de aptidão, que apontou-a como Divergente.

A personagem da qual mais gostei foi a mãe de Tris. Achei-a muito bondosa e corajosa, levando segredos consigo sobre coisas que ninguém poderia imaginar até o fim. Ela me surpreendeu muito ao longo da estória. Agora, apesar de não ser minha favorita, a personagem principal, Tris, também mostrou-se uma pessoa suportável, diferente da maioria dos principais que conheço. Beatrice não é muito bonita, e reconhece o fato - isso já a torna bastante esperta.

O que mais gostei no livro foi, quase como sempre nestes casos, da visão futurista. Gosto muito de ver as visões diferentes sobre como acabaremos, como as coisas continuarão quando o mundo chegar ao fim, e esta foi bem interessante: dividindo pessoas de acordo com sua personalidade e escolhendo atividades para cada um dos grupos.
O que me deixou um pouco decepcionada foi que eu estava com as expectativas bastante altas sobre o livro. Imaginei que, se compararam-no a Jogos Vorazes, seria algo muito, muito bom, mas acabou sendo só bom para mim. 

Será lançado um filme baseado na obra em Março de 2014, e estou ansiosa para ele também, é realmente uma pena que nenhum dos personagens se parece de verdade com o que imaginei (pelo menos os que apareceram no teaser), mas tudo bem... Vamos esperar por mais notícias.

Se você leu HG e gostou do livro, é uma leitura que recomendo. Mas alerto para que as expectativas não fiquem tão altas. O que o planeta se tornou não é algo tão complexo e perverso quanto, porém, a leitura ainda vale à pena. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Primos Gêmeos

Resenha: A Solidão dos Números Primos, de Paolo Giordano

"Porque o amor de alguém que não se ama deposita-se na superfície e logo evapora."

Nunca havia lido algo de um escritor italiano. Não que eu julgue escritores por sua nacionalidade, mas fiquei curiosa sobre o livro, inicialmente, por causa disto. Quando notei que os personagens se assemelhavam com dois alguéns da vida real e li as primeiras linhas sobre seu quase desastrado - mas muito bonito - relacionamento, pensei sobre um possível aliado para As Vantagens de ser Invisível. Agora que terminei-o não digo que tornou-se meu segundo favorito, mas quase o faço.

O Silêncio dos Números Primos se passa entre os anos de 1993 e 2003, e gira em torno de dois personagens principais: Mattia, que abandonou a irmã gêmea altista em um parque quando eram crianças e perdeu-a para sempre, tornando-se um garoto com problemas como automutilação, por exemplo, e Alice, que sofre com a baixa auto-estima e algo que identifiquei como bulimia (não fica tão claro).
A evolução dos personagens com o decorrer dos anos é bastante marcante, e faz com que pessoas de diferentes idades se identifiquem com os mesmos; eu, por exemplo, identifiquei-me melhor com a estória nos primeiros anos, quando Alice e Mattia são adolescentes e buscam seu lugar no mundo - mas isso não me impediu de aproveitar o restante.

Sinto muita compaixão para com Mattia e seus pais. Não tanto com Alice, mas com Mattia sim. O fato é que todos os personagens são maravilhosamente formados. Todos. Até mesmo aqueles menos importantes, que aparecem como vislumbres pelas páginas do livro. Isso conduz o leitor a um universo só seu, onde todos os acontecimentos narrados tornam-se reais e provocam uma emoção tão profunda como se estivéssemos lá.
Quanto à escrita, achei tudo muito agradável, tudo muito rápido na hora de seguir em frente. São poucos os livros onde não me sinto desconfortável quando o assunto tocado envolve sexualidade, principalmente de um modo tão explícito, mas aqui tudo foi tratado por Paolo com muita delicadeza, não de uma forma suja ou espantosa (isso se concentra apenas no início do livro, quando ambos os personagens principais são adolescentes e, por sua vez, estão descobrindo coisas sobre si mesmos). 

Pelo que pude observar, há uma adaptação para o livro no cinema. Não estava interessada, mas quando ouvi Bette Davis Eyes no trailer senti como se precisasse assisti-lo. Prometo acrescentar uma nota por aqui quando acontecer. (Li alguns comentários sobre, e eles em sua maioria dizem que é algo realmente bonito, mas, como sempre, não chega aos pés do livro.)

Recomento a obra - e muito - se você tiver mais de quatorze anos de idade e estiver disposto a um assunto pesado de uma forma diferente, delicada e sensível. 

SPOILER
Preciso confessar que fiquei um tanto quando decepcionada, para não dizer revoltada, com o final que tudo teve. Houve aquela luz no fim do túnel, mas ela era o farol do trem, que atropelou e esmagou tudo de vez. Por que levantar as minhas esperanças desta forma para pisotear tudo, Paolo Giordano??? Estou perplexa e preciso debater isso com alguém.