sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Planeta Terra é Você

O Planeta Terra é Você

Humanos. Que palavra incrível. 
Somos considerados a espécie mais inteligente do planeta. Mas se você observar o que fizemos com o mundo, pensar sobre o que nos trouxe aqui, qual é a nossa missão no planeta... Talvez nós nunca saibamos.
Mesmo quando nossa única missão parece ser acabar com ele e suas espécies você já pensou que talvez o planeta não nos pertence? Mesmo assim seu cuidado está em nossas mãos.
Tudo estava aqui antes de nós, somos apenas convidados, invadindo seu território. E estamos destruindo o seu lugar. Se ele nos suportou por séculos e nos perdoou inúmeras vezes, por que continuamos ignorando a sua situação?
Temos sido sequestradores, assassinos, e ainda assim nos aceitamos como proprietários. Somos a única espécie que ataca, destrói, aniquila, contamina e extingue por ambição, ou só para viver um pouco melhor.
O mundo é seu, é nosso, é de todos nós. Mas mesmo assim, lembre-se de que o mundo também é deles, e temos que entender que eles não podem fazer nada a respeito para salvar-se, e muito menos para salvar o planeta.
A Terra está morrendo. Estamos destruindo de forma vertiginosa algo que está faminto de amor. Não lhe restaram muitas forças, e apesar de tudo ele continua nos oferecendo generosamente os melhores espetáculos do universo. O planeta tem sido o melhor anfitrião da nossa espécie.
Se nos foi dada a capacidade de falar, pensar, criar, construir e ajudar, por que nós apenas nos calamos, ignoramos, destruímos e matamos?
Abra os olhos. Você está morrendo também, junto com o seu planeta. O único planeta em nosso sistema solar onde nos foi dado o privilégio de viver.
Somos bilhões neste planeta. Somos uma raça pensante, racional, dominante, e por que não nos temos dado conta disso? Somos capazes de conquistar países, a Lua, e inclusive planetas. Mas ainda assim, não somos capazes de conquistar nossos próprios corações.
Toque o seu coração. Sinta o que ele está dizendo. Escute o que ele pede aos gritos.
Precisamos entender que devemos coexistir no mesmo planeta. Comece mudando a si mesmo, proponha-se a isso. Faça com que seus filhos conheçam e entendam, e que os mais velhos se lembrem, para que o dia em que, quando a humanidade deixar de existir e alguma outra espécie encontrar nosso planeta, ela veja que fomos uma espécie que se equivocou, que caiu. Mas que se levantou e corrigiu seus erros.
O planeta já não é mais o mesmo. E já não podemos mais esperar. Todos sabemos o que devemos fazer. O tempo é curto, e o futuro do planeta está em suas mãos.
Ajude. Ajude-o. Porque o planeta Terra é você.

Texto por Carlos Chavira.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Papel Em Chamas

Papel Em Chamas

É impossível fingir que se está lendo um livro.
Seus olhos irão traí-lo. Assim como sua respiração.
Uma pessoa fascinada por um livro simplesmente se esquece de respirar.
A casa pode pegar fogo,
O leitor só levantará os olhos quando o papel de paredes
Estiver em chamas.

O Sr. Pip, de Lloyd Jones

domingo, 26 de maio de 2013

Jacó Eu Amei, Esaú Eu Odiei

Resenha: Duas Vidas Dois Destinos, de Katherine Paterson

"Malucos considerados quietos acabam tendo uma liberdade muito maior do que a maioria das pessoas."

Eu não sei se vocês sabem, mas Katherine (a autora deste livro) também escreveu o livro que baseou um de meus filmes favoritos, chamado Ponte Para Terabítia (vocês devem conhecê-lo, certo?). Infelizmente, eu ainda não tive oportunidade de lê-lo, e o que chamou minha atenção foi a capa, muito parecida com a da outra obra da autora. Até então eu não havia me dado conta de que a Katherine era mesmo A Katherine,  e eu só fiquei como "Ei, que absurdo é este?"
Agora que eu sei disso eu meio que sei o que ela tentou fazer, e estou muito ansiosa para ter Bridge To Terabithia em minhas mãos, só para constar.

Duas Vidas, Dois Destinos ou Jacob Have I Loved é narrado por Sara Louise, irmã gêmea de Caroline. Fica muito claro, desde o início da estória, que as duas são - e sempre foram - tratadas de modos completamente diferentes. Enquanto Caroline canta como ninguém na minúscula ilha onde vivem, Louise caça caranguejos e ostras em troca de alguns pouquíssimos centavos; talvez, por esta razão, Caroline pareça muito mais bonita e adorável. 
Louise emite todo o ódio sentido pela irmã nos pensamentos transmitidos ao leitor. Não posso negar que me senti um pouquinho amedrontada quando ela disse que poderia assassinar a irmã gêmea (claro que ela se sentiu arrependida depois).

O enredo se passa nos anos 40 e, como citei anteriormente, a ilha onde todos os personagens vivem é muito pequena. Ela não é afetada pela Segunda Guerra Mundial, só por tempestades feias. Apenas os homens saem de barco por certo período de tempo, afim de pescarem, caçarem caranguejos e ostras, enquanto as mulheres ficam em casa e vão à igreja Metodista todo o domingo. 
Nenhum personagem é tão rico em conhecimento - apenas algumas poucas exceções - e foi por isso que, quando uma igreja Metodista chegou ao local, todos logo cederam e aderiram a esta religião. Isso é muito visível na avó de Louise, sempre lendo seus versículos ofensivos em alto e bom som.  
Quando Louise e seu amigo Call começam à investigar a estória de um curioso Capitão recém-chegado na ilha o rumo da história perde um pouco o foco no ódio e passa ao amor, as descobertas. Aliás, algo bastante peculiar acontece a partir daí, quando a garota se torna oficialmente uma mulher. 

A escrita da autora é fantástica e isso faz com que, mesmo que nada de muito interessante esteja acontecendo, você não solte o livro por nenhum segundo. 
Na verdade a estória não vai além da vida pacata de Louise, e de como a garota se decepcionou com coisas que aconteceram no decorrer disso. 
O ponto forte nessa simplicidade sem muitos pontos altos é que estas coisas podem acontecer com você também. O ódio, o amor, a decepção... Mas, assim como Louise, você verá que isso passa. Ela não entendia o que havia levado a mãe, uma mulher tão esperta, para o meio do mangue, afim de ser xingada de coisas nada agradáveis pela própria sogra. 
Ela também pensava que jamais sairia dali e que, já que tudo havia dado errado desde o dia em que nasceu e Deus a odiava (daí o "Jacó eu amei, Esaú eu odiei" - ela se sentia como Esaú). 
Nunca havia pensado, pobrezinha, em sair daquele lugar e ir ao Continente para ter o que chamamos de vida. Não como cantora, assim como a irmã, mas como uma médica, talvez. 

Se você resolver lê-lo espero que, assim como eu e Louise, descubra que por mais difíceis que as coisas sejam você sempre pode tentar mudá-las para melhor e ter seu cantinho no mundo. Não meça esforços para isso, todo mundo é mais!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Jardim De Margaridas

Jardim De Margaridas

Sentada em meio a uma multidão, estava uma garota. Segurava entre as mãos gélidas seus dois lápis de cor favoritos. Um dele era lilás, outro, roxo. Em seus devaneios, estava deitada em meio a um jardim gigantesco, repleto de margaridas. Para ela, margaridas eram flores muito mais bonitas do que rosas. Detestava o fato de que, fora de sua mente, as coisas não eram nem um pouco bonitas naquele dia. As paredes pareciam molhadas e o céu adquirira uma assustadora coloração esbranquiçada, assim como a neblina que não a permitia enxergar as árvores e canteiros lá fora. 
Dias assim parecem muito tristes, de qualquer forma. Principalmente quando se está sozinho com sua própria mente, e ninguém mais. Fazia frio, e o desejo de estar entre as cobertas quentes era só o que predominava. 

Quando o sol desaparecia do céu, a pele desta garota adquiria uma cor estranha. Ela era tão branca que parecia refletir o azul da chuva. Não que a chuva fosse azul, eu só pensei que azul fosse a cor certa para a chuva, como em uma pintura. 

Quando olhou-se no espelho, voltaram a lhe ocorrer certas questões. Questões que a amedrontavam e encolhiam. 
“Por que você não pode ser como a moça que viu nesta manhã? Com cabelos alinhados e pele brilhante?” perguntou-lhe seu subconsciente. “Ela não tinha um nariz muito grande, e suas mãos pareciam estar sempre quentes.” 
Agora a menina, visivelmente diminuída, perambulava os corredores escola afora. Seus cabelos não pareciam nem um pouco alinhados. Suas mãos pareciam pedras, e sua pele... Oh, sua pele. 

Por que o seu subconsciente insistia em perguntar coisas como estas, fazendo comparações? Tão perverso! E por que, às vezes, ela sentia como se não fosse tão forte assim, afinal? Isso passaria com o tempo? 

E a garota, já tão pequena, diminuía gradualmente. Como se tivesse comido o lado errado do cogumelo redondo. Isso pararia um dia? O desejo de ser como os outros? 
Ela não sabia. Mas procurar um universo alternativo parecia uma boa maneira de crescer. As coisas poderiam dar certo algumas vezes, em sua mente tão grande. E enquanto admirava as centenas de margaridas que lhe cercavam, com sua pele brilhante, bochechas coradas e mãos tão macias que passavam facilmente por pétalas da mais delicada rosa, ela sentiu que estava em paz por um pequeno instante. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Para Estar Com Você

Para Estar Com Você

Eu escalei essa colina, olhando tão calmamente 
Eu tive medo de tudo que enfrentei, meu caro 
Mas a esta altura, uma majestosa vista 
Inundou os céus 
E como eu pude sentir você próximo 

 Oh, eu poderia navegar o mundo 
Procurar nas águas mais escuras, mas 
Eu nunca encontraria 
Estes olhos dourados 

 Eu guardei as estrelas para iluminar onde você está 
Quando seu coração sincero me chamar através do escuro 
Encharcado no som daquela rosa no chão 
Lá eu podia sentir 
Eu senti, eu senti, eu senti você próximo 

 Oh, eu poderia navegar o mundo 
Procurar nas águas mais escuras, mas 
Eu nunca encontraria 
Estes olhos dourados 

 Oh, eu esperarei pelos mares se partirem 
Para ficar com você 

Oh, eu poderia navegar o mundo 
Procurar nas águas mais escuras 

 Oh, eu poderia navegar o mundo 
Procurar nas águas mais escuras, mas 
Eu nunca encontraria Estes olhos dourados 

To Be With You, de The Honey Trees (chequem o clipe, é tão bonito!)

Do Ron.

domingo, 19 de maio de 2013

Começa Com Uma Faísca

Resenha: Trilogia Jogos Vorazes - Livro 2 (Em Chamas), de Suzanne Colins

"Se você morrer, e eu continuar vivo, a vida acabará para mim no Distrito 12. Você é toda a minha vida." 


Não recomendo que você leia esta resenha antes de findar a leitura do primeiro livro.
Jogos Vorazes tem se tornado um daqueles livros que você não consegue soltar o dia todo até terminá-lo. Posso dizer que, assim como Harry Potter acompanhou minha infância, Hunger Games vem acompanhando minha fase atual (não vou dizer que sou uma adolescente, pois isso cria uma ideia muito ruim em minha mente, e é estranho). 
Aqui vos fala alguém que virou a noite com um livro entre as mãos, e já está agarrado à sua sequência, completamente sedento por mais. 

Em Chamas é o segundo livro da trilogia, como você já deve saber. A ideia central da obra é que o que Katniss fez na arena no livro passado foi algo letal. Tanto para ela como para todos que a cercam - incluindo Prim, Gale e Peeta neste total. O que a garota provocou nos 12 distritos foi algo quase inocentemente impensado. Rebeliões iniciam quase instantaneamente e se espalham rápido como fogo. Ninguém mais está em segurança, e o falso sentimento de alívio que a vitória da personagem principal passa em Hunger Games é totalmente dissipado. (Daí a expressão "toda a revolução começa com uma faísca").

Katniss continua ocupando meu posto de personagem favorita. Embora eu tenha demorado um pouquinho para admitir este fato, ela é, realmente, muito esperta. Em todos os pontos. Esperta e forte, como eu desejo ser. O que ocorreu desta vez foi que Finnick Odair tomou minha atenção por certo tempo. Ele é tão bonito, e é estranho dizer isso porque eu só o vi de relance em minha mente! 
Outra confissão que preciso fazer é que meu Team Gale cedeu quase que completamente. Isso porque Peeta me lembrou alguém que não deveria, e eu acabei tomando as dores deste personagem. Ele é só... Tão encantador com aqueles biscoitinhos de flores e braços fortes. Ele me faz ruborizar. 

Eu já havia ouvido, antes de ler o livro, coisas como "Oh, mas Jogos Vorazes é só o primeiro livro! É tão parado perto do restante da estória!". É claro que eu fiquei meio "Impossível!". Esta ideia foi alterada desde o primeiro momento! Desde que um chicote cortou as costas de alguém e a cerca elétrica foi ativada. 
Em Chamas faz com que você sinta um desejo incontrolável de conversar com alguém sobre isso. Você realmente não consegue parar!
Em Chamas também aborda planos extremamente inteligentes, e personagens mais inteligentes ainda. E eu sei que são muitas mortes, mas depois de um tempo você sente vontade de chorar por cada um deles.

A adaptação cinematográfica para o livro será lançada em Novembro (tão ansiosa!). Assim como durante a adaptação de Jogos Vorazes os diretores tem prometido algo bastante fiel - eu duvido muito disso, porque é tanto para se mostrar em um filme que as coisas parecem confusas. 
Eu devo saber que, assim como eu, uma série de pessoas esperam ansiosíssimas pelo filme. Mas, enquanto isso, contentemo-nos com o trailer, que já deu uma amostra do quão emocionante isso será. (Vocês também se sentem arrepiados durante a melodia cantada no final?).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Importar-se

Importar-se 

Escrevo-lhes ao som de 12:51, The Strokes. Esta é uma daquelas canções que fazem com que tudo pareça melhor, e que lhe trazem várias lembranças - até mesmo lembranças do que nunca aconteceu, e você não sabe se acontecerá um dia. 
Há algum momento em que lemos certo texto, ou findamos certo livro, e pensamos em como a vida é bonita. Porém, há outro momento onde admiramos as fotos, os atos e as palavras da pessoa que gostaríamos de ser, e acabamos parecendo tão pequenos...

Meu processo de tornar alguém melhor não tem sido tão fácil. Eu tento não gritar ou jogar problemas por sobre as pessoas, eu posso jurar que tento. Mas tudo parece tão difícil depois de um tempo. Tão cansativo.
É difícil escrever sobre isso também. Muito. Eu não sei se isso acontece porque eu não sou do tipo de contar meus problemas pequenininhos. Digo, o problema de cada um sempre parece maior para aquele que precisa lidar com ele, mas eu tento fazer com que isso não aconteça.

O fato de sentir torna-se gigantescamente difícil depois de passar algum tempo em um hospital. Você está começando à sentir o desmoronamento e meio que pára para lembrar daquelas pessoas nas cadeiras, recebendo medicamentos com agulhas grandes, e de quando tudo era escuro e você mesmo passava por momentos realmente difíceis. 
Isso me tornou assim. Alguém aparentemente frio e que, também aparentemente, não parece se importar com os outros seres humanos. O que me faz preocupada é que tal coisa, talvez, bem lá no fundo, seja verdade. E ser uma pessoa fria foi algo que sempre me amedrontou, em todos os momentos.
Você senta no canto e observa a garota de 16 anos de idade, fechada para o resto do mundo, com seu coração em pedaços, sem que ninguém saiba disso. Desprezando e chutando tudo e todos que mostrarem um pontinho que seja de preocupação para com ela. E eu não quero ser esta garota.
Mas este medo não me impediu de ignorar aquela garota. De pensar que todo aquele sofrimento era insignificante. 
Por que tudo não é mais fácil? Por que eu não posso ser a pessoa que se sente preocupada com os sentimentos alheios? Eu não quero - e não posso - ser aquele que ignora, despreza e não se importa. Eu vou acabar machucando quem amo com isso.

Como estas pessoas legais conseguem ser tão calmas e serenas? Como voltar a me importar com, além dos sofrimentos físicos, os emocionais, e ainda deixar que meus próprios pensamentos aflorem? - pois se isso ocorrer de repente, será algo bastante ruim.
Enquanto não conseguimos, podemos pensar, juntos, que este é um período difícil. E períodos difíceis passam, cedo ou tarde.