domingo, 4 de agosto de 2013

Não Temos Nada Se Não Acreditamos

Resenha: As Crônicas de Nárnia - Livro 2 (O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa), de C. S. Lewis

"Chorar ajuda por um tempo. Mas depois é preciso parar de chorar e tomar uma decisão."

Há tempos pensava em ler As Crônicas de Nárnia. Isso porque diz a lenda que todos os que leem este livro ficam diferentes, mesmo que seja só um pouquinho. Mesmo curtinhas, as estórias são encantadoras e tem lições importantíssimas para ensinar. Pelo pouco que sei (e observem que li apenas duas crônicas até agora) notei que esta não é uma daquelas estórias esquecidas facilmente. Como Harry Potter, ou O Senhor Dos Anéis. Podem ter certeza de que esta obra merece ser colocada ao lado de clássicos como estes na estante.

O segundo livro da série, chamado O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa conta sobre quatro crianças: duas meninas e dois meninos chamados Lucia (Lucy), Susana, Pedro (Peter) e Edmundo (Edmund). Todos eles são irmãos, e vão à casa do tio até que a Segunda Guerra Mundial termine. Chegando lá, os quatro descobrem um portal mágico localizado dentro de um antigo guarda roupa, e são transportados à terra de Nárnia, onde os animais falam e são travadas batalhas entre o bem e o mal.

De todos os personagens, Edmundo é o meu favorito. Isso porque mesmo tendo um espírito individualista/egoísta - não adianta negar - ele conseguiu se focar no que era certo, e geralmente o que acontece nos livros é o contrário. 
Também tive pensamentos secretos sobre Lúcia e Tumnus. Será que quando Lúcia crescer eles poderão ficar juntos ou é contra as regras que uma humana namore um ser mágico?
Não posso esquecer, também, de comentar que associei cada uma das crianças a uma casa de Hogwarts (Harry Potter). Sim, eu costumo fazer isso com todo mundo, e não, não sou uma maluca. Podem observar por si mesmos como Lucia parece da Lufa-Lufa, Susana da Corvinal, Pedro da Grifinória e Edmundo da Sonserina. Eu disse, não disse? 
Notei que este livro se assemelha muito com uma história presente na própria Bíblia, envolvendo também a mitologia grega e nórdica. Gostei tanto da forma como Lewis criou e descreveu Aslam (Aslan)! Sempre que o leão aparece tudo fica mais calmo, bonito e agradável. Isso pode ser sentido claramente durante a leitura, o que é extraordinário.

A obra foi adaptada para o cinema em 2005. Tenho muita satisfação em contar que esta é uma das adaptações mais bonitas e fiéis que já vi! É perfeitamente possível entender todo o mundo de Nárnia, o enredo e os personagens, mesmo se o espectador em questão não tiver lido livro nenhum (mesmo assim gostaria que ele tivesse lido, mas isso não vem ao caso). Os cenários, os figurinos e a trilha sonora são muito bonito, e como bônus você ainda leva mais detalhes sobre a batalha final.

Devo lembrar-lhes de que este é um livro direcionado principalmente a crianças, então, por favor, mantenham isso em mente ao realizar a leitura antes de dizer coisas bobas por aí, sim? Isso é bom em certos momentos porque a escrita é tão leve, delicada e fácil que faz com que qualquer um consiga ler e entender tudo perfeitamente (diferente de séries como As Crônicas De Gelo e Fogo, por exemplo, que diversas pessoas abandonaram por causa da dificuldade de compreensão durante a leitura).
Duvido muito me decepcionar com qualquer um dos livros, pois enxergamos claramente que este não foi escrito por dinheiro, mas sim por amor. Aposto que qualquer leitor vai adorar, independente da idade ou gênero literário favorito. Espero, do fundo do meu coração, que leiam e gostem tanto quanto eu gostei.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vamos Ser Nada?

Resenha: Ponte Para Terabítia, de Donna Diamond e Katherine Paterson

"Não tinha nascido com coragem, mas não tinha de morrer sem ela."

Há algum tempo queria realizar esta leitura, principalmente depois de ter terminado Duas Vidas, Dois Destinos, também de Katherine Paterson. O que me chamou a atenção sobre este livro foi uma curiosidade: Katherine dedicou-o ao filho, que havia perdido uma amiga recentemente. O que podemos ler que seja algo mais bonito que isso? Algo mais bonito que todo o amor de uma mãe voltado para um livro que seria dedicado a seu filho? 
Depois de ir a duas bibliotecas e uma livraria decidi iniciar minha leitura na internet (neste site, caso também não tenham tido a oportunidade de ler o livro físico), e foi uma das coisas mais bonitas que já vi até agora.

Ponte Para Terabítia conta sobre Jesse, principalmente. Sobre como ele tinha um relacionamento conturbado com o restante da família (quatro irmãs e seus pais) e passava por dificuldades financeiras. Jesse é muito reservado e prefere desenhar a se expressar. Ele não tem muitos amigos até o momento em que Leslie aparecesse. Leslie tem um relacionamento diferente com a própria família, além de não passar por apuros financeiros. Ela veio da cidade e é filha de escritores. A primeira impressão que o garoto teve dela foi ruim, mas a menina não desistiu e no fim eles acabaram se tornando amigos e criando um local totalmente para si, chamado Terabítia, onde conversam e lidam com os problemas cotidianos da forma mais divertida e fantástica possível.
Leslie é minha personagem favorita porque, além de muito esperta, não trata Jesse de um modo estranho apesar das grandes diferenças existente entre eles. Ela apenas entende, aceita e segue em frente. O garoto, às vezes, até pensa que não está sendo bonzinho o suficiente com a amiga.

Foram lançadas duas adaptações para o livro no cinema, e já escrevi uma resenha sobre a versão lançada em 2007 (é um dos meus filmes favoritos). Observando deste ponto, o livro me decepcionou um pouco. Isso porque o filme é um pouco mais direcionado ao público infantil, enquanto o livro fala de assuntos que, creio eu, crianças não compreendam. Vejam bem, imaginei que as coisas estariam mais claras sobre Terabítia no livro. Que a autora falasse como funcionava o reino e as criaturas com as quais deveriam lutar. Mas na verdade as únicas coisas ditas sobre isso é que Jesse é o rei, e Leslie a rainha. Eles tem um castelo com coisas que consideram preciosas e importantes. Só isso...
Talvez por esta razão eu recomende mais o filme do que o livro para as crianças. Há uma possibilidade imaginativa melhor, mais ampla.

Agora, vamos aos adultos. Jesse pode ser visto de diversas formas diferentes, e a morte também. Do ponto de vista do livro é possível analisar com mais precisão seus sentimentos e pensamentos. Como ele pensava que Leslie pertencia a ele, e a ninguém mais. Seu relacionamento com o pai e como sempre se achou grande demais para dizer qualquer coisa que o fizesse frágil diante do olhar do homem. A luta para se tornar alguém, e não só mais uma criança em meio a tantas. São sentimentos e emoções realmente fortes, sentidas por quase todas as pessoas, independente da idade.
A narrativa é muito fácil e tranquila de se ler, então além deste ser um livro curto ele dá a possibilidade de pensar em coisas com que geralmente não nos importamos rapidamente, e continuar lembrando delas mais tarde, quando menos esperamos.

Simplificando... Crianças: filme. Adultos: livro.
Ou você pode ficar com os dois, como no meu caso (estou realmente satisfeita de ter analisado uma obra tão bonita de pontos de vista diferentes). Agora fiquem com essa citação, que eu achei adorável e engraçada ao mesmo tempo:

~♥~

— Vamos ser nada?
— Nada?
— É, dizem que 'nada' dura para sempre...

~♥~

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lembranças

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman

"Ninguém realmente se parece por fora com o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo."

Desde que li Coraline e decidi pesquisar um pouco sobre Neil Gaiman este se tornou um de meus escritores favoritos. Era de se esperar que eu ficaria curiosa ao avistar O Oceano No Fim Do Caminho, que foi lançado recentemente no Brasil, em uma livraria. Pois bem, por pura curiosidade decidi trazê-lo para casa comigo.O Oceano No Fim Do Caminho contam sobre as memórias de um homem já adulto (de aproximadamente 50 anos, de acordo com meus cálculos). Especialmente sobre quando seus pais tiveram dificuldades financeiras e o enviaram para outro quarto, passando a receber inquilinos no canto que antes era dele.
Depois que um dos inquilinos comete suicídio próximo à pequena fazenda Hempstock, onde moram três mulheres, forças que não são deste mundo são despertadas, provocando acontecimentos não muito agradáveis pelas redondezas. Recusando-se a buscar pela ajuda dos adultos (que segundo ele não compreenderiam absolutamente nada do que estava acontecendo no momento), o garotinho de sete anos de idade passa a desvendar mistérios junto de Lettie Hempstock, lutando contra a força ainda desconhecida.

Adorei o narrador da estória, que é o garotinho de sete anos de idade (na verdade ele já é um adulto agora, mas ainda não absorvi esta ideia), que gosta muito de livros e lida com seus problemas perfeitamente bem, apesar da pouca idade. Também gostei muito da vovó Hempstock, que deveria me ensinar como fazer com que a lua ficasse cheia para sempre na janela dos fundos da casa...
O início foi o que mais gostei em todo o livro. Acho que Neil faz com que nós não possamos parar de ler por nenhum segundo sequer, e o desejo de continuar aumentou ainda mais quando a criatura estranha começou a assombrar o personagem principal, usando a própria família do garoto como arma (sim, ela é realmente detestável!). Além disso é divertido poder conhecer o garotinho com quem estamos falando, e todas as mulheres Hempstock.

Apesar de tudo isso, e das frases bonitinhas aqui e ali, achei que a estória só se torna mais atrativa se você pensar por algum tempo, depois de seu fim. Pensar sobre como era a criança que você já foi um dia, se você está esquecendo de algo que tanto prezou antes de crescer, se ela ainda vive em seu coração ou desapareceu por completo.
Acho que este seria um livro para se ler quando esquecemos de quem somos, mas levando em consideração que eu sei quase que completamente quem sou agora ela não fez grande sentido em minha mente. Claro que notei as metáforas, mas, como disse, acho que este não foi o momento.
É um livro curto e confortável, e acredito que possa auxiliar alguém na descoberta de si mesmo. Não foi o meu caso, é claro, mas quem sabe na próxima?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Vida Nunca Foi Tão Doce

Resenha: A Fantástica Fábrica de Chocolates, de Roald Dahl

"Não se esqueça do que aconteceu com o homem que conseguiu tudo o que sonhou. Foi feliz para sempre."

Tão doce quanto uma barra de chocolates Wonka! Lembram o que eu disse sobre ficar de olhos bem abertos com relação à biblioteca de minha escola? Foi isso que eu fiz por aqui. Então eu o encontrei! Não sabia que A Fantástica Fábrica De Chocolates era um livro antes de se tornar dois filmes (que vocês provavelmente já conhecem).

O livro conta sobre Charlie, que vive com sua família (seus pais e quatro avós) em uma casinha muito pequena. Eles passam por dificuldades muito grandes, e se alimentam de, basicamente, sopa de repolho de batatas cozidas. Quando o Sr. Bucket é despedido da fábrica onde trabalha tampando pastas de dente as coisas ficam realmente complicadas, e quando a família começa a ficar com mais fome do que deveria é lançada uma promoção. Cinco bilhetes dourados são colocados por Willy Wonka em barras de chocolate que serão enviadas a todos os locais do mundo. Com um objetivo em mente, Charlie acredita e o que parecia impossível se realiza: ele vai visitar a maior e mais fantástica fábrica de chocolates de todo o mundo!

O que mais prendeu minha atenção durante a leitura foram os personagens. Personalidades diferentes, expectativas diferentes e defeitos diferentes, cada personagem (e não são poucos!). 
Meu personagem favorito é o Vovô José. Ele é um amor, e com tantos personagens mesquinhos e aparentemente egoístas isso parece brilhar. O mesmo acontece com Charlie - diante de tantas crianças bobas você simplesmente não tem como não gostar dele. Charlie é adorável, humilde, um pouquinho inteligente... mas isso não me impede de pensar que Veroca Sal deveria ter ficado por mais tempo na fábrica.
Outra coisa muito interessante (além das salas e invenções) são os umpa-lumpas! As canções são engraçadíssimas e muito criativas (principalmente aquela que conta sobre a moça que mascava chiclete e não conseguia mais parar - mascava panelas, sola de sapato, e até mato do jardim).

Foram produzidas duas adaptações para o livro, uma em 1971 e outra em 2005. Ambas tão fiéis quanto possível, eu acredito. Embora eu pense que a versão de 1971 possui uma fábrica mais parecida com a que o livro decidia passar ao leitor a minha favorita continua sendo a de 2005, de Tim Burton. Às vezes você sente vontade de chorar ao assistir uma adaptação, mas essa é tão bonita que ficou melhor que livro! Foram acrescentados mais detalhes e Willy Wonka me pareceu um pouquinho mais interessante. 

Embora eu pense que assistir o filme seja mais divertido, ler o livro é muito rápido e interessante se você quiser saber de mais detalhes (principalmente sobre a família de Charlie). Acredito que esta é uma boa aventura para leitores de primeira viagem, principalmente para crianças e os que gostam de imaginar.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Heróis Terminam Na Forca

Resenha: Trilogia Mundo De Tinta - Livro 2 (Sangue De Tinta), de Cornélia Funke

"Que coração bobo. Ele parece não saber como sentir."

Não recomendo que você leia esta resenha antes de findar a leitura do primeiro livro.
Não é segredo que este se tornou outro de meus livros favoritos, o segundo favorito em toda a trilogia. Encantada com Coração De Tinta procurei-o por um longo tempo, mas nenhuma das bibliotecas que eu encontrei o possuía. Estou muito orgulhosa em dizer que li o livro todinho na internet, sentada em minha cama - costas doendo -, com os olhos vidrados e cansados fixos na tela do computador. Se isso não é amor, então eu não sei o que é.

Sangue De Tinta, o segundo livro da trilogia Mundo De Tinta, continua narrando a estória curiosíssima e maravilhosamente criativa de Meggie, que livrou-se de quase todos os vilões existentes por meio de simples palavras (se você leu o primeiro filme provavelmente sabe que Meggie e Mo tem o talento de retirar das páginas de qualquer livro algo que os mesmos leiam em voz alta). O que ocorreu de diferente foi que agora a garota adentrou as páginas do universo que sempre quis conhecer: o livro Coração De Tinta, escrito por Fenoglio. Acontece que este universo aparentemente perfeito mostrou-se muito cruel e trágico dali em diante, e depois que Mo é capturado, confundido com um famoso salteador, as coisas só ficam ainda mais complicadas.
Meggie cresceu muito do primeiro livro para cá, mas não deixou de ser minha segunda personagem favorita. O primeiro lugar ainda fica com Dedo Empoeirado, mesmo que Resa e Farid tenham se sobre saído um pouquinho mais. Estou feliz de ver um pouquinho sobre como era sua vida em Ombra, como um cuspidor de fogo realmente mágico. Suas filhas, Roxanne, tudo isso me encantou ainda mais.

Costumo dizer que está estória é uma de minhas favoritas pois sua escritora, Cornélia, criou não um, mas dois enredos. Isso porque um livro é envolvido completamente na estória, e entre todos os personagens como Meggie, Mo, Elinor, Dedo Empoeirado (...) ainda sobrou genialidade para que fossem criados outros, como por exemplo Cabeça De Víbora (tenebrosamente maravilhoso), o Príncipe Negro e ainda Roxanne. Isso sem citar os cenários lindíssimos que cercam ambos os mundos (costumo chamá-los de dentro e fora do livro), me diverti muito imaginando Ombra antes de dormir durante estas noites, a cabana de Roxanne, os castelos e materiais para a fabricação de livros e pergaminhos. Tudo impecável, sem furo nenhum.
Algumas pessoas costumam me perguntar coisas como "Você só lê livros infantis?". Sim, eu amo livros infantis. Mas o que eu encontro de mais encantador neles é a pureza, justamente. Nada de palavrões, sexo, cenas sujas. Apenas os personagens e suas milhas de distância de qualquer objeto de natureza impura. Como neste caso.

Se você quiser continuar sua leitura pós Coração De Tinta, dou total apoio a isto! (Este livro tem um mapa, e vocês sabem o que dizem sobre livros com mapas - logo, meus elogios são desnecessários.) Mas fique sabendo que, diferente de Inkheart, esta parte da trilogia não tem um final tão completo quanto a primeira obra, e você não escapará da terceira - o que não está sendo nenhum incomodo para mim, acreditem.

~♥~

Spoiler/Mágoa

Agora sei como é quando seu personagem favorito morre. Isso não pode ficar assim, Cornélia! Dedo Empoeirado, por que me abandonaste??? O caçarei até o recanto das Damas Branças, seu completo idiota! (Evitando falar muito sobre isso, pois chorei o suficiente por ele ontem *pontinha de lágrima*).

sábado, 6 de julho de 2013

Tudo é Possível

Resenha: Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi

"Ela só matou um homem, não o que ele acreditava."

Apesar de amar O Mágico De Oz, nunca havia pensado sobre como o grande Oz surgiu. Pensei em Dorothy, em Totó, no Leão, no Espantalho, no Homem De Lata... mas nunca no mágico que tecnicamente os salvou - um mágico incrível, segundo o filme que assisti na noite passada. Até mesmo meu pai gostou (lê-se milagre)!

Oz: Mágico e Poderoso, dirigido por Sam Raimi, conta a estória do egoísta Oscar, um mágico de circo que é levado à estranha terra de Oz por causa de seu envolvimento um tanto quando exagerando com mulheres. Lá, é apresentado à bruxa bonitona Theodora, e em seguida à sua irmã, que se chama Evanora e também é bonitona
Em busca de ouro, Oz decide enfrentar a bruxa Glinda bonitona?, mas acaba descobrindo que a mesma se parece muito com uma antiga paixão e não é realmente má. Confuso, o mágico Oscar se depara com um mundo novo, repleto de jóias, flores e criaturas nada convencionais. A fim de salvar o povo de Oz o ilusionista usa a engenhosidade para derrotar um grande inimigo; tudo isso ao lado de Glinda, um macaco alado (que se chama Finley) e uma menina de porcelana.

Achava que eu já tivesse sofrido o suficiente com as comparações à Coraline, mas depois que a Menina De Porcelana surgiu tive que repensar ("Isa, ela é a sua cara!"/"Isa, é você?"...). Ela acabou sendo uma de minhas personagens favoritas, junto com Finley, que é engraçadinho e uma fofura.
O filme é realmente engraçado, e apesar de parecer infantil creio que ensina uma lição importantíssima a diversos adultos. Tudo é possível se você acreditar.
Os figurinos e os cenários são algumas de minhas partes favoritas, e a transformação do mágico foi algo incrível para mim. Isso porque apesar de parecer superficialmente egoísta surge o amor, a delicadeza, o carinho e amizade criada pelos outros personagens, que já estavam lá, bem no fundo... Tudo muito adorável.

Apesar de não ser um de meus filmes favoritos (propriamente dito), recomendo a todos que esqueceram de como sonhar, e a todos que querem continuar sonhando com coisas impossíveis que assistam. Como citei, a mensagem principal acaba sendo a mesma de O Mágico De Oz: acreditar. Mas vale muito à pena vivenciar tudo isso com personagens diferentes (estou morrendo de vontade de reler O Mágico De Oz agora, só para pensar no mágico de forma diferente). Então... assistam se quiserem! Aposto que não se arrependerão. (E acreditem, pois tudo é possível se você acreditar).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Gotas De Júpiter

Gotas De Júpiter

Agora que ela está de volta à atmosfera 
Com gotas de Júpiter em seu cabelo 
Ela age como o verão e anda como a chuva 
Me lembra que há tempo para mudar 
Desde o retorno da temporada dela na lua 
Ela ouve como a primavera e conversa como junho 

 Mas me diga, você velejou através do sol? 
Você chegou até a Via Láctea 
Para ver as luzes todas apagadas 
E aquele paraíso sobrestimado? 
Me diga, você caiu de uma estrela cadente 
Uma sem uma cicatriz permanente 
E você sentiu minha falta 
Enquanto você estava buscando por si mesma lá fora? 

 Agora que ela está de volta daquelas férias da alma 
Traçando o caminho dela através da constelação 
Ela procura por Mozart enquanto ela faz Tae-bo 
Me lembra que há espaço para crescer 
Agora que ela está de volta à atmosfera 
Estou com medo que ela possa me ver como uma 
Garota comum que contou uma história sobre um homem 
Que tinha muito medo de voar então ele nunca aterrissou 

 Mas me diga, o vento te conquistou? 
Você finalmente teve a chance de dançar junto à luz do dia 
E voltar para a Via Láctea? 
E me diga, Vênus te surpreendeu? 
Foi tudo o que você quis encontrar? 
E você sentiu minha falta 
Enquanto você estava buscando por si mesma lá fora? 

Você consegue imaginar nenhum amor, orgulho, frango frito 
Seu melhor amigo sempre defendendo você (mesmo quando eu sei que você está errada)? 
Você pode imaginar nenhuma primeira dança 
Um romance congelado, 
Uma conversa de 5 horas no telefone, 
O melhor café com leite de soja que você já tomou e... eu? 

 Mas me diga, o vento te conquistou? 
Você finalmente teve a chance de dançar junto à luz do dia 
E voltar para a Via Láctea? 
Mas me diga, você velejou através do sol? 
Você chegou até a Via Láctea para ver as luzes todas apagadas 
Para ver aquele paraíso sobrestimado? 
Me diga, você caiu de uma estrela cadente 
Uma sem uma cicatriz permanente 
E você sentiu minha falta enquanto você estava buscando por si mesma? 

E você finalmente teve a chance de dançar junto à luz do dia? 
E você caiu de uma estrela cadente? 
Caiu de uma estrela cadente? 
E você está se solitária buscando por si mesma lá fora?

Drops Of Jupiter, de Train